- Outubro 2, 2025
“Vou continuar ativo na política, porque é uma paixão diária”, assegura Ricardo Sousa (PSD). Entrevista de final do mandato autárquico
Entrevista a Ricardo Sousa, Vereador do PSD | Final do mandato autárquico
No final do mandato autárquico, o vereador Ricardo Sousa faz um balanço positivo da sua experiência política, destacando a consciência tranquila do trabalho realizado e a proximidade com a população. Em entrevista, sublinha a necessidade urgente de apostar na habitação social e a custos controlados no concelho, garante que continuará ativo na vida política e assegura que a oposição tem o dever de apresentar soluções e fiscalizar quem governa.
Sr. Vereador, a fechar este mandato, gostou desta experiência?
Sim, foi uma experiência muito positiva. Quando estamos de consciência tranquila e a tentar fazer o melhor pelo nosso concelho e pelas nossas freguesias, e quando procuramos todos os dias que as pessoas possam viver melhor, naturalmente é gratificante. Para mim foi uma experiência engrandecedora, e gostei muito.
E agora? Vai deixar a vida política ou continuar ativo?
Vou continuar, naturalmente. Quem gosta de política, da sociedade e do associativismo participa ativamente todos os dias. O objetivo é sempre contribuir para que o nosso concelho tenha melhor qualidade de vida, e é por isso que lutamos.
Vai fazer campanha eleitoral?
A campanha já está no terreno. Cada um faz a sua parte, e eu também tenho responsabilidades. Claro que o maior trabalho cabe a quem está na frente do projeto. Eu já desempenhei esse papel no passado, e não sei se voltarei a fazê-lo no futuro.
Ser vereador na oposição é ingrato, por não conseguir impor a sua visão?
É verdade que é uma posição ingrata, porque não conseguimos impor pela maioria as nossas propostas. Mas, por convicção, conseguimos sempre deixar o nosso cunho. Se depois quem governa decide executar ou não, essa responsabilidade já não é nossa.
Enquanto oposição, temos o dever de apresentar projetos, contestar e apontar o que está mal. A proximidade com as pessoas permite-nos recolher informações e reportar as suas preocupações. Depois, cabe a quem governa decidir agir. O importante é ficarmos com a consciência tranquila de que fizemos a nossa parte.
Que prioridades considera que deveriam estar em debate nesta campanha eleitoral?
Uma das grandes lacunas do concelho é a habitação. No nosso projeto estava prevista a criação de habitação social e de habitação a custos controlados, com rendas acessíveis. Infelizmente, não se tem falado muito deste tema nesta campanha.
A verdade é que esta medida seria fundamental para combater o aumento dos preços da habitação. Se houvesse mais oferta, naturalmente os preços baixariam. Isso traria equilíbrio ao mercado e permitiria que mais famílias tivessem acesso a melhores casas, a preços justos, melhorando assim a sua qualidade de vida.