• Janeiro 20, 2026

SNS garante resposta eficaz apesar das dificuldades estruturais na ULS Tâmega e Sousa

SNS garante resposta eficaz apesar das dificuldades estruturais na ULS Tâmega e Sousa

O Diretor Executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Santos Almeida, afirmou que, apesar das dificuldades estruturais, o SNS tem respondido de forma eficaz ao aumento da procura, nomeadamente durante o atual período de epidemia de gripe. As declarações foram feitas esta manhã no Hospital Padre Américo, em Penafiel, durante uma visita conjunta com a Ministra da Saúde à Unidade Local de Saúde (ULS) do Tâmega e Sousa.

A visita incluiu uma reunião com o Conselho de Administração da ULS-TS, bem como passagens pela farmácia hospitalar e pelo serviço de urgência. A Ministra da Saúde não prestou declarações aos jornalistas que a aguardavam no exterior da unidade hospitalar.

Segundo Álvaro Santos Almeida, os tempos de espera nas urgências estão atualmente abaixo dos registados nos últimos anos, cerca de 20% inferiores ao inverno de 2023/2024, tanto a nível nacional como nesta unidade em particular. “Mesmo sendo um hospital com dificuldades estruturais e subdimensionado para a população que serve, conseguiu responder melhor este ano do que no ano passado”, sublinhou.

O responsável explicou que a ULS Tâmega e Sousa se encontra desde dezembro no nível 3 do plano de contingência, ativado devido a uma epidemia de gripe mais intensa e precoce, associada a uma estirpe que originou um maior número de internamentos. Esta situação agravou a pressão sobre a capacidade de internamento, levando à ativação de mecanismos excecionais previstos nos planos de contingência.

“O problema do internamento, incluindo o internamento social, não é exclusivo desta unidade, embora aqui seja mais intenso. Trata-se de um problema geral do SNS, agravado pelo envelhecimento da população”, referiu o Diretor Executivo, acrescentando que os planos de contingência existem precisamente para responder a estes períodos de pico.

Álvaro Santos Almeida reconheceu que a ULS Tâmega e Sousa é uma das unidades mais pressionadas da região Norte, devido ao desequilíbrio entre a oferta existente e as necessidades da população, estimada em cerca de 500 mil habitantes. Como resposta de curto prazo, estão a ser contratadas cerca de 200 camas em unidades do setor social e privado, enquanto a médio e longo prazo está prevista a expansão da capacidade hospitalar, com um reforço significativo do número de camas.

O Diretor Executivo do SNS rejeitou cenários de colapso no sistema. “Não só não há caos, como estamos a responder melhor do que no passado. Os problemas existem, mas estão a ser enfrentados de forma progressiva”, concluiu.