Rali de Portugal: Motores voltam a ouvir-se no Kartódromo de Baltar

Publicado em Publicado por: O Paredense
Foto: Arquivo.

Depois de um ano de ausência devido à pandemia da Covid-19, o Rali de Portugal está de volta à estrada e à região Norte. As primeiras emoções acontecem esta quinta-feira, 20 de maio, com o tradicional shakedown em Baltar, Paredes, antes da partida oficial em Coimbra.

Na sexta-feira, 21 maio, o arranque acontece na zona de Arganil, com os pilotos a passarem por Góis, Lousã e Mortágua e a terminaram o dia na já conhecida Super Especial no Eurocircuito de Lousada.

No sábado, dia 22, a competição começa em Vieira do Minho, seguindo depois para Amarante e terminando com a Super Especial na Foz do Porto.

Ott Tanak vencedor da edição de 2019 do Rali de Portugal. Foto. Paulo Maria ACP

No domingo, 23, Felgueiras voltará a estar no mapa da prova, com a etapa a seguir depois para Montin e Fafe, com a tradicional “POwer Stage” na segunda passagem a fechar a prova.

No WRC vão estar alguns dos melhores pilotos nacionais e internacionais da modalidade, entre eles o francês Sebastien Ogier que já venceu duas das três rondas do Mundial deste ano, sendo o atual líder do campeonato e recordista de vitórias em Portugal.

O piloto da Toyota volta ao nosso país com o desejo de alcançar o recorde absoluto de triunfos, superando as cinco vitórias que já tem no seu currículo.

Além de Ogier vão estar no WRC os pilotos da Hyundai Ott Tanak e Thierry Neuville, que venceram as últimas duas edições do Rali de Portugal.

No total de inscritos nas várias categorias contam-se 81 pilotos, incluindo 11 portugueses, entre eles o campeão nacional Armindo Araújo e o líder do nacional de Ralis Ricardo Teodósio.

“É gratificante ter novamente o Rali de Portugal a começar em Paredes”

Presidente da câmara, Alexandre Almeida, destaca as mais-valias do evento para Paredes.

Quais são as expectativas para a prova?

É gratificante ter uma vez mais o Rali de Portugal a começar em Paredes, ficamos é com pena de não pudermos ter público nas bancadas, como gostaríamos.

Mesmo sem público, o município espera ter um retorno do investimento?

Optamos por não ter público nas bancadas por causa da pandemia e porque a lotação seria muito diminuta. O investimento faz todo o sentido. Se não tivéssemos apostado este ano no rali corríamos o risco de não ter cá a prova no próximo ano, quando já esperamos ter as condições para receber público.

Como será feito o controlo para dissuadir a aproximação de público às zonas limítrofes da competição?

O acesso ao kartódromo estará vedado. No monte há algumas zonas de público, mas são muito reduzidas e também haverá controlo da GNR.

O evento continua a ser um vector de desenvolvimento para o território?

Queremos associar o Rali de Portugal à indústria automóvel que existe em Baltar e esperamos no próximo ano voltar a ter o retorno económico ao nível da restauração e turismo.