PSD e CDS assinaram acordo de coligação para “colocar o concelho de Paredes no lugar que merece”

Publicado em Publicado por: O Paredense

O PSD e o CDS de Paredes assinaram esta quarta-feira, um acordo de coligação para as autárquicas deste ano. Os dois partidos concorrem coligados pela primeira vez em Paredes, desde o 25 de abril de 1974, com um “caminho claro de melhorar a qualidade de vida dos paredenses e colocar o concelho no lugar de destaque que merece”.

Na conferência de imprensa realizada esta manhã, numa unidade hoteleira em Paredes, os líderes dos dois partidos falaram de um “acordo histórico” e de uma candidatura abrangente que está aberta a independentes.

“Estamos disponíveis para abraçar todos e naturalmente as nossas listas terão também independentes. Podemos chegar a acordo com aqueles que se identificaram com o projeto e tiverem valor”, frisou o presidente da concelhia social-democrata e candidato à câmara municipal, Ricardo Sousa,

O acordo base não prevê a distribuição de lugares nas listas à câmara, assembleia municipal e juntas de freguesias. Os dois partidos dizem que, “a seu tempo, serão apresentados os nomes que farão parte das listas”.

“Nas listas irão os mais capazes e com ligações à população”

Ao longo de quase uma hora, Ricardo Sousa e José Miguel Garcez responderam às questões dos jornalistas e deixaram várias críticas á ação do atual presidente da autarquia, eleito pelo PS.

Na base da plataforma de entendimento entre PSD e CDS estiveram aliás, os erros da gestão de Alexandre Almeida na câmara municipal e o incumprimento das principais promessas eleitorais feitas em 2017.

“Das sete principais bandeiras defendidas nas eleições em 2017 não houve uma que fosse cumprida”, frisou José Miguel Garcez. Entre as promessas não cumpridas, explicou o centrista, estão o apoio de 650 mil euros às pequena e médias empresas que se instalassem no concelho, a redução do preço da água e da taxa do IMI, a oferta de medicamentos a maiores de 65 anos, livros escolares gratuitos para os alunos do concelho e o alargamento da rede de água e saneamento.

A falta de qualidade de vida dos paredenses, o elevado preço da água no concelho e a falta de medidas concretas de combate à pandemia foram outros pontos de convergência entre PSD e CDS.

Apesar das críticas feitas à gestão de Alexandre Almeida, Ricardo Sousa garantiu que “esta não será uma coligação negativa” e que “o projeto comum vai muito além destas ideias”.

“Queremos ajudar as famílias que estão a passar por dificuldades. A grande causa da nossa luta é repor o concelho de Paredes no plano de 1.ª Divisão, de estar a inovar, a crescer e a dar qualidade de vida às pessoas e às empresas”, frisou.

Para isso, a coligação PSD-CDS vai escolher as pessoas mais capazes para integrar as suas listas à câmara e assembleia municipal e às assembleias de freguesia, com base no mérito e não no cartão partidário.  

“Não está em discussão lugares nem nomes. Nas listas irão os mais capazes e com ligações à população. A coligação não está preocupada com o cartão partidário, mas sim com a determinação a que os candidatos se propõem”, frisou Ricardo Sousa.

“A representatividade pode ter diversas formas, com um lugar elegível na camara municipal, na assembleia ou junta de freguesia. O importante é o trabalho de verdade e o espírito de servir a população”, acrescentou José Miguel Garcez.

Sobre o resgate de água e saneamento PSD e CDS alinharam posições, não concordando com a forma como o processo foi gerido. Ricardo Sousa voltou a dizer que a solução proposta pelo executivo “pode ser o Novo Banco do concelho de Paredes”. Já o líder do CDS diz que houve falta de transparência e verdade e questionou Alexandre Almeida se a câmara recebeu ou não o parecer da ERSAR.

“É fundamental fazer o melhor acordo possível, que proteja a população de Paredes e não permita a subida do preço da água, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas”, defendeu José Miguel Garcez.

Já quanto ao projeto de realojamento da comunidade cigana, a coligação assumiu que se vencer as eleições as famílias não serão instaladas naquele local onde se encontra o acampamento, no centro da cidade de Paredes, e que apresentarão uma solução alternativa no seu programa eleitoral.