PSD diz que presidente de Gandra “não tem legitimidade política”

Publicado em Publicado por: O Paredense

Partido acredita que Águas de Gandra vão passar a ser municipalizadas.

Gandra tem uma presidente “politicamente ilegítima.” Quem o diz é o PSD em comunicado, sustentando que a autarca “não tem legitimidade política para ocupar o cargo” e que na última reunião da Assembleia de Freguesia de Gandra foi algo que “ficou claro”.

“Não se trata de uma questão legal, trata-se de não ter a confiança política dos eleitores de Gandra que não a elegeram quando esta se candidatou ao cargo e elegeu José Mota, nas últimas eleições”, pode ler-se no documento.

Além disso, “a presidente ilegítima, Silvia Sá Pinto, e Armando Leal estavam presentes na reunião e não se solidarizaram com José Mota e com o povo de Gandra, optando assim por tomar o partido de Alexandre Almeida e dos “interesses inconfessáveis” a que aludiu o agora ex-presidente da junta,” acrescenta o partido.
Nesse sentido, a bancada social-democrata na assembleia de freguesia de Gandra acusa “o atual executivo de estar ao lado de Alexandre Almeida que, de acordo com o ex-presidente, Professor José Mota, pretende prejudicar Gandra, daí não se terem solidarizado com este último.”
Por outro lado, o PSD critica a postura de Renato Almeida, vereador da Câmara Municipal de Paredes “e administrador dos Serviços Municipalizados das Águas de Paredes.” De acordo com os social-democratas, Renato Almeida esteve também presente nesta assembleia e sobre a gestão das Águas Vivas de Gandra disse que “irá haver uma delegação de competências para gerir as Águas de Gandra”, refere comunicado.

“Estas afirmações confirmam que as Águas de Gandra irão passar para a órbita dos serviços municipalizados e consequentemente para o domínio da CM de Paredes, pois só pode delegar uma competência quem for detentor dessa mesma competência”, assegura o PSD.

Os eleitos do PSD na Assembleia de Freguesia de Gandra alegam que “os gandarenses sabem bem o valor que possuem ao usufruírem da sua própria gestão de água. Esta obra custou muito aos habitantes de Gandra.Também foi dito nesta reunião que a haver essa perda para a cidade de Gandra, esta freguesia tem de ser indemnizada no mínimo em 15 milhões de euros”, concluem.