Projeto eco-caminhadas vai divulgar potencialidades dos parques urbanos do concelho

Publicado em Publicado por: O Paredense

Incentivar a realização de caminhadas e a interação com a natureza é o principal objetivo do projeto Eco-Caminhadas apresentado esta segunda-feira, no Parque da Cidade de Paredes. O projeto dinamizado pelo município abrange oito parques urbanos do concelho num total de 14,4 quilómetros de percurso e desafia a população a conhecer as potencialidades destes espaços.

“Este é um projeto para incentivar a caminhada. Criamos percursos de um quilómetro e meio quilómetro para incentivar a prática de exercício físico, o bem-estar e a saúde”, frisou Francisco Leal, vereador do ambiente da câmara de Paredes, na apresentação do projeto.

Além de incentivar a realização de caminhadas, o projeto pretende também “dar a conhecer algumas espécies, quer de animais como de vegetação, que existem nestes parques”.

Nos oito parques urbanos do concelho, que abrangem as freguesias de Paredes, Rebordosa, Lordelo, Cete, Vilela, Louredo, Beire e Sobreira, serão colocadas placas informativas com um QR Code que permite aos visitantes acompanhar o percurso no telemóvel, acedendo ao mapa do percurso disponível para cada parque, consultar a extensão do percurso, o grau de dificuldade e alguns pontos de interesse que pode usufruir durante a caminhada, como a observação de aves e a galeria ripícola.

“Estamos a desenvolver também a aplicação no sentido de sabermos depois quem foi o caminhante que mais percursos fez num mês. Tudo isto é para incentivar a nossa saúde mental através da prática de exercício físico. Os parques urbanos assumiram uma importância maior na nossa vida depois de um período de confinamento”, acrescentou Francisco Leal.

O presidente da câmara de Paredes salientou que além da vertente desportiva e pedagógica a iniciativa tem ainda uma vertente muito importante de consciencialização para a salvaguarda do património ambiental.

“Há quem olhe para os parques numa vertente lúdica, numa vertente mais educacional e até pedagógica, mas o fundamental é que todos os cidadãos olhem para estas estruturas numa vertente da salvaguarda e preservação. Se chamarmos a atenção para a importância dos parques e para a importância da fauna e da flora que lá existem estamos a chamar a atenção para a ideia de que não somos só nós que os frequentamos. Há várias espécies que estão lá instaladas e, portanto, a preservação é cada vez mais importante”, disse.

Na apresentação do projeto marcou o encerramento da Semana do Ambiente em que foram realizadas diversas iniciativas de sensibilização ambiental junto das escolas que também são convidadas a dar o seu contributo para este projeto.

“Pretendemos que sejam laboratórios vivos de educação e sensibilização ambiental. E isso é possível com a identificação de espécies, trabalhando os insetos polinizadores, limpando as linhas de água e colocando ninheiros nas árvores. Estes oito percursos são distintos, mas têm o objetivo comum de trabalhar a educação e sensibilização ambiental. As escolas são convidadas a ajudar neste trabalho importante de luta e salvaguarda pelo ambiente”, frisou João Costa, do departamento do ambiente da câmara de Paredes.

Em conjunto com a Aprisof, a autarquia vai começar a identificar nestes locais algumas espécies de fauna e flora para que as pessoas possam ver e conhecer mais sobre a “riqueza natural destes parques”.