• Julho 17, 2026

Penafiel homenageou Padre Américo nos 70 anos da sua morte

Penafiel homenageou Padre Américo nos 70 anos da sua morte

O Município de Penafiel assinalou, esta quinta-feira, 16 de julho, os 70 anos da morte do Venerável Padre Américo Monteiro de Aguiar com uma cerimónia de homenagem na Casa do Gaiato de Paço de Sousa, local onde o sacerdote se encontra sepultado. A evocação incluiu uma missa comemorativa e a colocação de uma peça evocativa no pórtico de entrada da instituição, perpetuando a memória de uma das figuras mais marcantes da ação social portuguesa do século XX.

A cerimónia teve início às 17h30, com a celebração de uma missa na Capela da Casa do Gaiato, reunindo representantes institucionais, responsáveis da Obra da Rua, antigos gaiatos, familiares, fiéis e outras pessoas ligadas ao legado do sacerdote. Seguiu-se, às 18h30, a inauguração da peça evocativa, instalada de forma permanente junto ao portão principal da instituição.

Esta foi a primeira homenagem pública promovida pelo Município desde que Padre Américo foi declarado Venerável pela Igreja Católica, em 2019, na sequência do reconhecimento das suas virtudes heroicas, constituindo um momento de particular significado para Penafiel e para todos os que continuam a preservar a sua obra.

Nascido em Penafiel, em 1887, Padre Américo dedicou a vida ao apoio dos mais desfavorecidos, sobretudo crianças abandonadas, doentes e pessoas em situação de pobreza. Fundou a Obra da Rua, a Casa do Gaiato, o Património dos Pobres e O Calvário, instituições que continuam a desenvolver a missão de solidariedade e acolhimento que idealizou.

A evocação deste ano coincidiu ainda com outra data de forte simbolismo para a Obra da Rua. No passado dia 12 de julho assinalaram-se também os 70 anos da inauguração da Capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa, a última grande iniciativa pública em que Padre Américo participou antes da sua morte. A capela, que o fundador designava carinhosamente como a “capela de rezar”, foi consagrada a 12 de julho de 1956, numa cerimónia presidida pelo então bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes. Quatro dias depois, Padre Américo viria a falecer na sequência de um acidente de viação, tornando esse momento numa das últimas imagens da sua vida pública e num marco profundamente simbólico da história da Casa do Gaiato.

A sua morte ocorreu a 16 de julho de 1956, na sequência de um acidente de viação, provocando uma enorme comoção popular. Milhares de pessoas acompanharam então o cortejo fúnebre entre o Porto e Paço de Sousa, onde foi sepultado na Casa do Gaiato, espaço que permanece como símbolo maior da sua vida e obra.

Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Pedro Cepeda, destacou a dimensão humana e social do homenageado, afirmando que “Padre Américo é uma das figuras maiores da história de Penafiel e um exemplo extraordinário de dedicação ao próximo. A sua vida, marcada pela humildade, pela entrega e pelo compromisso com os mais frágeis, continua a inspirar gerações e a lembrar-nos da importância de cuidarmos uns dos outros.”

Com esta homenagem, o Município pretende perpetuar a memória de um homem cuja ação transformou a vida de milhares de pessoas, reafirmando o papel de Padre Américo como uma referência incontornável da solidariedade, da justiça social e da história de Penafiel.