Paredes recebe palestra sobre “Transporte ferroviário: passado ou futuro?”

Publicado em Publicado por: O Paredense

A câmara de Paredes recebe na próxima sexta-feira, 2 julho, uma palestra sobre “Transporte ferroviário: passado ou futuro?”. A iniciativa é promovida pelo Centro Europe Direct da Área Metropolitana do Porto, localizado em Paredes, no âmbito do Ano Europeu do Transporte Ferroviário, que este ano se assinala.

A palestra tem início marcado para as 10 horas. O presidente da câmara de Paredes, Alexandre Almeida, presidir à abertura da sessão que terá como oradores António Alves, da Associação Comboios XXI, para falar sobre “A linha do Vale de Sousa”.

O jornalista Carlos Cipriano abordará o “caminho de ferro: do passado ao futuro”, e Frederico Francisco, Coordenador do Grupo de Trabalho para o Plano Ferroviário Nacional. José Carlos Barbosa, da empresa Comboios de Portugal, dará a conhecer o “Plano de Recuperação de Material Circulante da CP”, Sara Costa, da Comboios de Portugal, é responsável pela temática do “turismo de comboio” e Paula Almeida apresentará o “testemunho da experiência de um Interrail”.

O vereador Paulo Silva, presidente da Direção da Associação Paredes pela Inclusão Social, fará o encerramento do encontro que terá também transmissão em direto no Facebook do Europe Direct e do Município de Paredes.

“Em 2021 assinala-se o Ano Europeu do Transporte Ferroviário associado aos esforços da União Europeia na promoção de modos de transporte mais respeitadores do ambiente e no empenho em alcançar a neutralidade climática até 2050, no âmbito do Pacto Ecológico Europeu.

O setor dos transportes, representa 25% das emissões de gases com efeito estufa da União Europeia, sendo que o transporte ferroviário é responsável por apenas 0,4% dessas emissões, tendo sido o único a reduzir, consideravelmente, as suas emissões desde 1190. Ao mesmo tempo, é o modo de transporte terrestre mais seguro com apenas 0.1 mortes por mil milhões de passageiros/km, contra 0.23 em acidentes de autocarro, 2.7 de carro e 38 por motas.

Sabe-se que apenas 7% dos passageiros e 11% das mercadorias viajam de comboio sendo que os grandes obstáculos a ser combatidos são as infraestruturas desatualizadas, modelos de negócio ultrapassados e os elevados custos de manutenção.

Sabemos das dificuldades existentes e do quanto é preciso investir, mas está na altura de avançar e construir um espaço ferroviário europeu unificado”, acrescenta a autarquia na mesma nota.