• Fevereiro 12, 2026

Pai em prisão domiciliária; filho em prisão preventiva

Pai em prisão domiciliária; filho em prisão preventiva

O Tribunal decretou prisão domiciliária com vigilância eletrónica para o homem de 77 anos que baleou dois inspetores da Polícia Judiciária (PJ) durante uma busca domiciliária em Paredes. Já o filho, de 43 anos, principal visado na operação por suspeitas de crimes sexuais envolvendo uma menor, ficou em prisão preventiva.

A decisão foi tomada após o primeiro interrogatório judicial dos arguidos. O septuagenário irá aguardar em casa a instalação da pulseira eletrónica, enquanto o filho foi conduzido para um estabelecimento prisional.

Disparos durante busca domiciliária

Os factos ocorreram na manhã de terça-feira, cerca das 07:00, no âmbito de uma operação que incluiu dez buscas domiciliárias em vários concelhos das regiões Norte e Centro.

Segundo informação avançada pela Polícia Judiciária, o suspeito de 43 anos terá resistido à entrada das autoridades. Um dos inspetores entrou na habitação pelas traseiras, onde se envolveu numa luta com o visado.

Durante o confronto, o pai do suspeito surgiu com uma arma de calibre 6,35 mm e efetuou dois disparos. Um dos inspetores foi atingido superficialmente na cabeça. No decurso da confusão, quando o filho tentou apoderar-se da arma, foi disparado um terceiro tiro, que atingiu um segundo inspetor no ombro.

Os dois elementos da PJ receberam tratamento hospitalar.

Investigação por crimes sexuais com menor

A operação enquadra-se numa investigação iniciada em 2025 relacionada com a alegada exploração sexual de uma menor então com 15 anos, que se encontrava institucionalizada.

De acordo com o diretor do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Braga da PJ, José Monteiro, a jovem terá sido contactada através das redes sociais, tendo sido identificados pelo menos mil contactos efetuados por diferentes indivíduos. Entre os suspeitos estará o homem agora colocado em prisão preventiva, bem como um antigo professor da vítima.

A jovem, atualmente com 18 anos, já não se encontra na instituição onde os factos terão começado.

O inquérito prossegue sob direção do Ministério Público.