• Abril 15, 2026

JMG Arquitetura afirma-se em Paredes com aposta na qualidade e reabilitação

JMG Arquitetura afirma-se em Paredes com aposta na qualidade e reabilitação

O gabinete JMG Arquitetura, sediado em Paredes, tem vindo a consolidar a sua posição no setor, apostando na qualidade dos projetos, na proximidade com o cliente e na crescente área da reabilitação.

A JMG Arquitetura, com sede na cidade de Paredes, tem vindo a afirmar-se através de uma estratégia centrada na qualidade dos projetos, na consistência do trabalho desenvolvido e numa relação próxima com os clientes.

Fundado a partir de uma visão assente no “sentido, rigor e responsabilidade”, o gabinete liderado pelo arquiteto José Manuel tem consolidado o seu crescimento de forma sustentada, evoluindo de projetos de menor escala para intervenções mais exigentes e diversificadas.

Num contexto económico desafiante, o responsável sublinha que “a arquitetura nunca está desligada da economia”, apontando para a necessidade de adaptação constante por parte dos gabinetes. Ainda assim, a procura por serviços tem aumentado, acompanhada por clientes mais informados e exigentes.

A JMG Arquitetura posiciona-se no mercado como um gabinete que “privilegia a qualidade em detrimento do volume”, apostando num acompanhamento próximo ao longo de todas as fases do projeto. “Não vemos os projetos como produtos, mas como processos que exigem atenção e responsabilidade”, refere.

Entre as áreas em crescimento, destaca-se a reabilitação de edifícios, reflexo de uma maior consciência sobre a valorização do património existente. Esta tendência tem vindo a ganhar peso na atividade do gabinete, acompanhando a evolução do setor.

A aposta na multidisciplinaridade e na integração de diferentes especialidades é outro dos pilares do modelo de trabalho, permitindo uma abordagem mais completa e reduzindo riscos ao longo da execução. A utilização de ferramentas digitais, como a modelação 3D, tem igualmente contribuído para melhorar a eficiência e a comunicação com os clientes.

Apesar das oportunidades, o setor continua a enfrentar desafios significativos, nomeadamente o aumento dos custos de construção e a complexidade dos processos administrativos. “A burocracia tem impacto direto na eficiência e competitividade”, alerta.

Com uma equipa em crescimento e uma estratégia focada na coerência e na sustentabilidade, a JMG Arquitetura procura afirmar-se como uma referência a partir de Paredes, contribuindo para o desenvolvimento do território e para a qualidade do espaço construído.

 

Mini-entrevista | José Manuel, arquiteto da JMG Arquitetura

Como equilibra criatividade e viabilidade económica nos projetos?
“A criatividade não pode estar desligada da realidade. Um bom projeto é aquele que consegue conciliar uma abordagem arquitetónica interessante com soluções que sejam exequíveis do ponto de vista financeiro.”

Que desafios enfrenta na gestão de um gabinete de arquitetura?
“Gerir pessoas, tempo e expectativas é sempre exigente. Ao mesmo tempo, é fundamental manter a identidade do trabalho e garantir consistência na qualidade dos projetos.”

Qual a importância do rigor e da responsabilidade na arquitetura?
“São absolutamente fundamentais. A arquitetura implica uma responsabilidade grande — com o cliente, com o território e com todos os que vão utilizar os espaços no futuro.”

Como avalia o enquadramento legal do setor em Portugal?
“É um enquadramento complexo e, muitas vezes, demasiado lento. Isso acaba por ter impacto direto no desenvolvimento dos projetos e na capacidade de resposta do setor.”

De que forma a burocracia afeta o trabalho dos arquitetos?
“Os entraves burocráticos são evidentes e têm impacto na eficiência e competitividade. Muitas vezes atrasam processos que poderiam ser mais ágeis.”

Que papel pode a arquitetura ter no futuro das cidades?
“A arquitetura tem um papel central no desenvolvimento sustentável. A forma como projetamos hoje vai influenciar diretamente a qualidade de vida das próximas gerações.”

Que mensagem deixa aos decisores políticos?
“Que reconheçam a arquitetura como um instrumento estratégico. Não é apenas construção — é qualidade de vida, identidade e futuro.”