• Julho 7, 2026

Embaixadora da República Dominicana visita Paredes e abre portas a cooperação económica e na proteção civil

Embaixadora da República Dominicana visita Paredes e abre portas a cooperação económica e na proteção civil

Diplomata conheceu empresas do concelho e participou na assinatura de uma carta de intenções entre a embaixada e as corporações de bombeiros de Paredes, Rebordosa e Lordelo.

A visita oficial da embaixadora da República Dominicana em Portugal, Patricia Villegas de Jorge, a Paredes ficou marcada pelo reforço das relações institucionais entre os dois países, com enfoque na promoção da economia local e na cooperação na área da proteção civil.

Recebida esta segunda-feira nos Paços do Concelho pelo presidente da Câmara, Alexandre Almeida, a diplomata iniciou um programa de dois dias que inclui contactos institucionais e visitas a empresas do concelho, com o objetivo de conhecer o potencial industrial e exportador de Paredes e identificar oportunidades de investimento e de cooperação empresarial.

A visita enquadra-se na estratégia de internacionalização promovida pelo Município de Paredes, em articulação com o deputado José Carlos Barbosa, que pretende aproximar o concelho de novos mercados externos através da realização de missões diplomáticas e empresariais.

Além da vertente económica, a deslocação ficou igualmente assinalada pela assinatura de uma Carta de Intenções de Cooperação entre a Embaixada da República Dominicana e as corporações de Bombeiros Voluntários de Paredes, Rebordosa e Lordelo, estabelecendo um quadro de colaboração nas áreas da proteção civil, emergência e socorro.

O documento prevê o intercâmbio de conhecimentos técnicos, ações de formação especializada, partilha de boas práticas, visitas institucionais e eventual realização de exercícios conjuntos, procurando reforçar a capacidade de prevenção e resposta a situações de emergência nos dois países.

Segundo Patricia Villegas de Jorge, Portugal dispõe de experiência e competências reconhecidas na área da proteção civil que poderão constituir uma mais-valia para as estruturas de emergência dominicanas, considerando que o protocolo representa “um passo importante” no aprofundamento da cooperação bilateral.

Para Alexandre Almeida, a visita representa mais um passo na estratégia de internacionalização do concelho. O presidente da autarquia defende que a promoção direta das empresas paredenses junto de representantes diplomáticos pode contribuir para abrir novos mercados, captar investimento e reforçar a competitividade da economia local.

Já José Carlos Barbosa considera que a República Dominicana constitui um mercado com elevado potencial para as empresas portuguesas, sublinhando o crescimento económico do país e a sua posição estratégica nas Caraíbas, que poderá servir de plataforma para a entrada das empresas paredenses naquela região.

No domínio da proteção civil, o vice-presidente da Câmara e responsável pelo pelouro, Francisco Leal, destacou que o protocolo representa também um reconhecimento da qualidade do trabalho desenvolvido pelas corporações de bombeiros do concelho, defendendo que a partilha de conhecimento poderá reforçar a projeção internacional das três associações humanitárias.

A carta de intenções terá uma vigência inicial de três anos, renovável, e constitui a base para futuros acordos específicos de cooperação entre as entidades envolvidas.