“É a terceira época consecutiva com a manutenção assegurada, algo que não acontecia desde 2006”

Publicado em Publicado por: O Paredense

A sensação de jogar ali é fantástica e difícil de descrever. As subidas de divisão no futsal e no futebol de 11 são momentos que vou recordar para sempre, assim como os grupos de trabalho que tivemos que foram sempre fantásticos onde construímos excelentes amizades e verdadeiras famílias.

Naturalmente que o pior momento foi o falecimento do nosso colega e amigo Daniel, num trágico acidente, em 2010/11. Foi um momento difícil para todos nós, duro de superar e aguentar.

A aposta na formação foi sempre uma marca do clube. O futuro do Paredes terá de continuar a passar por aí?

Sempre foi e sempre será uma marca e faz todo sentido, mas é preciso evoluir nesse capítulo. Hoje formamos jogadores para competir no Campeonato de Portugal. Temos conseguido que atletas da nossa formação (que apenas competem em campeonatos distritais e divisões secundárias) joguem de forma muito regular e alguns sejam até referências da equipa. Mas se quisermos que a equipa principal chegue a outros patamares a formação tem de competir em campeonatos nacionais. Temos de aumentar a sua qualidade e competitividade interna para que isso alimente a equipa sénior e dê rendimento no plano financeiro ao clube.

Ninguém aposta nos jogadores da sua formação como nós neste campeonato.

“Chegar ao último jogo com a possibilidade de garantir o play-off foi fantástico para nós”

O Paredes acabou a temporada no sétimo posto, com 20 pontos, assegurando a manutenção no Campeonato de Portugal. Que balanço faz da época?

Um balanço muito positivo. Mais uma vez o nosso objetivo foi alcançado. Fizemos uma época melhor que a anterior e uma boa campanha na Taça de Portugal. Estamos todos de parabéns e felizes com o feito. É a terceira época consecutiva com a manutenção assegurada, algo que não acontecia desde 2006. Foram boas equipas, treinadores e estruturas que por cá passaram e não conseguiram a manutenção.

Foi ao encontro das expectativas que existiam?

Sem dúvida que sim. Fomos sempre muito racionais e realistas desde o início. Quando perdemos jogadores para clubes de divisões inferiores e clubes da nossa série era impossível e pouco lógico ambicionar algo mais que a manutenção. Perdemos pilares da nossa equipa e não conseguimos reunir condições para colmatar as saídas desses jogadores, mesmo tendo como lema fazer muito com pouco.

Se olharmos para o futebol de alta competição temos vários exemplos de equipas que perderam apenas um elemento e desapareceram os resultados. Vou só deixar uma como exemplo, o Liverpool. Nós perdemos 6 elementos cruciais numa base que tinha necessidade de se manter e ser alimentada para que pudesse crescer e ambicionar mais. Neste contexto, chegar ao último jogo com a possibilidade de garantir o play-off foi fantástico para nós.

A entrevista completa na edição em papel de 22 de Abril de 2021 ou na edição online.