• Janeiro 17, 2026

De Penafiel a Estremoz para agredir ex-mulher e filha para onde tinham fugido

De Penafiel a Estremoz para agredir ex-mulher e filha para onde tinham fugido

Um homem foi detido pelo Ministério Público por suspeitas de violência doméstica agravada contra a ex-mulher, de 49 anos, e a filha menor, de 15, depois de ter percorrido cerca de 400 quilómetros desde Penafiel até Estremoz, no Alentejo, local para onde as vítimas tinham fugido para escapar às agressões.

De acordo com um comunicado divulgado pela Procuradoria-Geral Regional de Évora, o suspeito foi detido fora de flagrante delito e presente a primeiro interrogatório judicial, encontrando-se fortemente indiciado pela prática de dois crimes de violência doméstica agravada.

Segundo o Ministério Público, o arguido e as vítimas residiram em Penafiel durante vários anos, no âmbito de uma relação que se prolongou desde 2000 até 2023, período em que o homem terá exercido maus-tratos físicos e psicológicos sobre ambas. Após a separação, as vítimas foram obrigadas a abandonar a residência familiar, fugindo para o Alentejo na tentativa de se afastarem do agressor.

No entanto, o arguido acabou por descobrir o local onde a ex-mulher e a filha passaram a viver, em Estremoz, deslocando-se propositadamente até àquela cidade, onde retomou os comportamentos agressivos. Os novos episódios de violência terão ocorrido no último trimestre de 2025, segundo o MP.

O comunicado refere ainda que, relativamente a factos anteriores, decorre um outro inquérito na Comarca de Porto-Este, que se encontrava em suspensão provisória, com o arguido sujeito a injunções e regras de conduta que acabou por violar de forma reiterada.

Na sequência do interrogatório judicial, o suspeito ficou proibido de permanecer no concelho de Estremoz sem autorização, bem como de se aproximar da residência ou de outros locais frequentados pelas vítimas. Está igualmente impedido de contactar a ex-mulher e a filha por qualquer meio, medidas que são fiscalizadas através de pulseira eletrónica.

As investigações continuam a decorrer sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Estremoz, com o apoio da PSP local.