- Fevereiro 17, 2026
CUGA fecha 25 rescisões e tenta evitar despedimentos
A CUGA já fechou 25 acordos de rescisão por mútuo acordo na fábrica de Paredes e garante que fará “tudo o que for possível” para evitar despedimentos, depois da automatização da linha de embalamento que obriga à dispensa de cerca de 30 trabalhadores a partir de março.
A automatização da linha de embalamento da fábrica de Paredes da CUGA vai levar à saída de cerca de 30 trabalhadores a partir de março. A empresa já fechou 25 rescisões por mútuo acordo e afirma que continuará a negociar para evitar despedimentos formais.
A decisão surge no âmbito de um investimento de três milhões de euros, iniciado em 2025, para modernizar e qualificar as linhas de produção do grupo, que tem unidades em Paredes, Vila Flor e Vila Real. A administração considera que a automatização é indispensável para garantir a competitividade e sustentabilidade da empresa a partir de 2026.
Das 30 propostas apresentadas inicialmente, 25 resultaram em acordo. Em 11 casos, a iniciativa partiu das próprias trabalhadoras. Entre os trabalhadores que aceitaram as condições estão várias sindicalizadas e uma delegada sindical.
O CEO, Nuno Pereira, admite que a redução de postos de trabalho é uma “consequência inevitável” do processo de modernização, embora assegure que os acordos incluem condições mais favoráveis do que as previstas num despedimento coletivo. As negociações deverão prosseguir nos próximos dias.
Apesar das saídas na área do embalamento, a empresa garante que, contabilizando as admissões feitas desde o início de 2025, a unidade de Paredes apresentará uma criação líquida de cerca de 25 postos de trabalho.
A atual estrutura da CUGA resulta do investimento realizado em 2020 pela CoRe Capital, através do fundo CoRe Restart, que adquiriu a antiga Varandas do Sousa numa fase de dificuldades financeiras. Desde 2023, os salários terão aumentado cerca de 30%, segundo dados da empresa, que também implementou prémios de produtividade variáveis.
A automatização em curso representa, segundo a administração, uma etapa final do processo de reestruturação iniciado há cinco anos, com o objetivo de consolidar a atividade e assegurar a estabilidade de mais de 300 trabalhadores no grupo.