Brasileiros de Torna-viagem tiveram “papel preponderante no desenvolvimento do concelho”

Publicado em Publicado por: O Paredense
Casa da Castrália, Louredo. Foto: DR.

Foi apresentado, na Casa da Cultura de Paredes, o livro “As Casas de Brasileiros no concelho de Paredes” da autoria da investigadora paredense Alda Neto.

O livro debruça-se sobre a herança patrimonial, histórica e cultural deixada pelos brasileiros de torna viagem no concelho de Paredes. O evento foi moderado pela vereadora da cultura, Beatriz Meireles, que destacou este trabalho de investigação como “um importante contributo para o conhecimento dos emigrantes brasileiros do concelho de Paredes, fundamentais para o desenvolvimento da economia, cultural e social, aquando do regresso à sua terra natal”.

A edição do livro foi financiada pela câmara de Paredes e a Santa Casa da Misericórdia de Paredes.

Livro retrata parte da história destas figuras e do património que deixaram

A investigação sobre os brasileiros e o seu património arquitetónico foi iniciada em 2001/2002 por Alda Neto, licenciada em História de Arte e professora do ensino básico e secundário, no âmbito da tese de mestrado.

Inicialmente o trabalho envolvia os concelhos de Paredes e Penafiel, mas acabou por se concentrar apenas em Paredes. A autora recolheu informação em diversos artigos publicados na imprensa regional, documentos do arquivo distrital e em histórias e experiências partilhadas por familiares e fez o levantamento do património edificado pelos brasileiros de torna viagem no concelho.

Ao todo são 25 os edifícios descritos neste livro, desde escolas, igrejas e casas, que destaca também a história de 16 brasileiros de torna viagem. “O brasileiro de torna viagem é o português que vai para o Brasil muito novo e que regressa endinheirado e tem um papel preponderante no desenvolvimento do concelho, da região e do país. O reconhecimento que lhes é dado não é só na localidade, mas em todo o território”, refere a investigadora.

Exemplo disso foi a atribuição em 1936, da Ordem do Cavaleiro da Instrução Pública a Adriano Moreira de Castro, pela doação da Escola de Louredo ou o reconhecimento do Rei D. Manuel II a Zeferino Lourenço Martins, que recebeu o título de Barão de Cete por ter ajudado emigrantes ilegais que chegavam à cidade de Santos, no Brasil.

A notícia completa na edição em papel de 1 de julho de 2021 ou na edição online.