• Agosto 27, 2026

Bombeiros de Lordelo reforçam combate aos incêndios com novo veículo florestal

Bombeiros de Lordelo reforçam combate aos incêndios com novo veículo florestal

Corporação de Paredes está entre as 23 associações do Norte contempladas com novos meios para reforçar a resposta em contexto rural e florestal.

Os Bombeiros Voluntários de Lordelo, em Paredes, receberam um novo Veículo Florestal de Combate a Incêndios (VFCI), destinado a reforçar a capacidade operacional da corporação no combate aos fogos rurais e florestais e a proteção das populações.

A viatura foi atribuída no âmbito de uma linha de apoio financeiro da CCDR Norte, que permitiu a assinatura de 23 contratos com associações humanitárias de bombeiros voluntários da Região Norte.

O objetivo dos apoios é reforçar os meios disponíveis para a intervenção dos corpos de bombeiros, com particular atenção às necessidades de resposta em áreas rurais e florestais.

A cerimónia de assinatura dos contratos contou com a presença do presidente da CCDR Norte, Álvaro Santos, do secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, e do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado. Paredes fez-se repesentar pelo Vice-Presidente e Vereador com o pelouro da Proteção Civil, Francisco Leal e pela direção e comando da Asoociação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lordelo.

Durante a sessão, o Presidente da CCDR NORTE, Álvaro Santos, enquadrou o investimento no planeamento estratégico da região: “São 4,3 milhões de euros de financiamento, são 23 novos veículos de combate a incêndios rurais e florestais, são 23 associações humanitárias de bombeiros apoiadas e são 17 municípios abrangidos”. O responsável sublinhou que a prioridade do projeto consiste em “preparar hoje os meios de que precisamos para enfrentar melhor os incêndios de amanhã”.

Para a corporação de Lordelo, a entrada do novo VFCI representa um reforço dos meios disponíveis para responder a incêndios florestais e outras ocorrências, “aumentando a capacidade de proteção da população e do território” do concelho de Paredes.

A atribuição surge num “contexto” em que o “reforço da capacidade operacional dos bombeiros constitui uma das prioridades na preparação e resposta aos incêndios rurais e florestais”.

Federação dos Bombeiros do Porto esclarece que só foi convidada para cerimónia de entrega de VFCI

Estrutura distrital diz não ter participado na definição ou análise dos critérios que determinaram a atribuição dos apoios para aquisição de veículos florestais de combate a incêndios.

A Federação dos Bombeiros do Distrito do Porto esclareceu que foi apenas convidada para a cerimónia promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), em Penafiel, destinada à assinatura dos contratos de apoio financeiro para a aquisição de Veículos Florestais de Combate a Incêndios (VFCI).

A Federação esteve representada no evento pelo vogal comandante Bruno Oliveira, mas sublinha que não teve qualquer intervenção na análise dos critérios definidos para determinar as associações de bombeiros beneficiárias dos apoios.

Em causa está o financiamento proveniente de um apoio de Timor-Leste, no valor de 10 milhões de dólares, cerca de 8,5 milhões de euros, destinado ao reforço dos meios de combate aos incêndios na região.

Segundo a Federação dos Bombeiros do Distrito do Porto, a sua presença na cerimónia não significa, por isso, qualquer participação no processo de seleção das corporações contempladas.

O financiamento será disponibilizado de forma parcelar, estando prevista a atribuição de 75% do apoio. Cada associação beneficiária terá ainda de lançar um procedimento de concurso público para a aquisição da respetiva viatura.

O processo implica igualmente a contratação de um seguro contra todos os riscos, abrangendo a viatura e os respetivos ocupantes.

A clarificação surge no contexto da assinatura dos contratos de apoio às associações humanitárias de bombeiros, numa operação que pretende reforçar a capacidade operacional dos corpos de bombeiros, sobretudo na resposta a incêndios rurais e florestais.