Aprovado empréstimo de medio e longo prazo para pagamento do resgate

Publicado em Publicado por: O Paredense

A Assembleia Municipal de 30 de abril aprovou também a proposta para a contração de um empréstimo de médio e longo prazo para o pagamento do preço do resgate da Concessão da Exploração e Gestão dos Sistemas de Abastecimento de Água para Consumo Público e de Recolha, Tratamento e Rejeição de Efluentes do Concelho de Paredes até ao montante de cerca de 21 milhões de euros.

PSD e CDS votaram contra e voltaram a deixar críticas ao processo de resgate. Na declaração de voto, os sociais-democratas frisaram que não concordam com a adoção do procedimento de resgate. A CDU votou a favor.

Já o CDS questionou a razão para o município avançar com um pedido de financiamento se ainda não sabe quanto custará o resgate. “Porque é que nos endividamos já e começamos a pagar juros a partir de junho se este valor só terá de ser colocado nas contas da Be Water em dezembro? Se até dezembro houver uma decisão do tribunal que suspenda o processo de resgate o que vai acontecer a este dinheiro? O Presidente garante-nos que o resgate vai custar apenas 21 milhões de euros e se assim não for assume que daí tirará as suas responsabilidades políticas?”, questionou Ana Raquel Coelho.

Em resposta, o presidente da câmara, Alexandre Almeida, voltou a frisar que o valor do resgate foi calculado com base no contrato. “Ninguém vai pagar juros desde já. Depois de ser aprovado na AM, o contrato segue para Tribunal de Contas por isso é que atempadamente se tratou deste financiamento”, frisou o autarca, garantindo que o dinheiro será colocado à disposição empresa até 31 de dezembro de 2021, sendo depois o Tribunal a fixar o valor final.

“A garantia que deixo é que vamos assumir os serviços a partir de janeiro de 2022 e vamos avançar com os investimentos sem mexer nos preços das tarifas de água e saneamento, ao contrário do que queria fazer a Be Water”, rematou.

O empréstimo foi aprovado com 26 votos a favor, 12 contra e seis abstenções dos presidentes da junta de Vilela, Cete, Cristelo, Duas Igrejas, Lordelo e Beire.

Os presidentes de junta de Louredo e Sobrosa (PSD), votaram a favor.