• Março 9, 2026

António José Seguro assume Presidência com promessa de estabilidade e pacto pela saúde

António José Seguro assume Presidência com promessa de estabilidade e pacto pela saúde

António José Seguro tomou posse esta segunda-feira como 21.º Presidente da República Portuguesa, prometendo “estancar o frenesim eleitoral” e garantir tratamento igualitário a todos os partidos, com especial enfoque na criação de um pacto interpartidário para o Serviço Nacional de Saúde.

António José Seguro assumiu oficialmente a Presidência da República esta segunda-feira no Parlamento, numa cerimónia marcada pelo início de um mandato que, nas suas palavras, visa restaurar previsibilidade e estabilidade política em Portugal. A nova secretária do Conselho de Estado, Cláudia Ribeiro, assume transitoriamente a chefia da Casa Civil.

No seu discurso de tomada de posse, Seguro enumerou os principais desafios que considera estruturais e urgentes: crescimento económico insuficiente, desigualdades persistentes, pobreza, envelhecimento demográfico, morosidade da justiça, burocracia pública, dificuldades de acesso à saúde e à habitação, escassez de mão de obra e oportunidades para os jovens, insegurança dos idosos e desconfiança nas instituições.

O Presidente sublinhou que “nenhum destes desafios se resolve com improvisação ou metas que se esgotam no imediato, dirigidas exclusivamente para um calendário eleitoral de egoísta inconveniência”, prometendo que fará tudo para “estancar o frenesim eleitoral” e evitar ciclos de instabilidade motivados por eleições antecipadas.

Seguro deu especial destaque à saúde, compromisso central da sua campanha: “Em breve, convidarei os partidos políticos para que possamos iniciar trabalhos com o propósito de dotar o país de um compromisso interpartidário que garanta o acesso à saúde de forma sustentável, ultrapassando os ciclos governativos”. Pretende ainda estender o modelo de pactos a áreas como habitação, rejuvenescimento populacional, oportunidades para os jovens, justiça mais célere e igualdade salarial entre homens e mulheres.

O novo Presidente deixou claro que a estabilidade política não é um fim em si mesma, mas uma condição para preservar conquistas históricas: “Portugal não está imune a riscos que perturbam o sistema democrático e o funcionamento dos contrapoderes instituídos. Em nenhuma circunstância admitirei que sejam ultrapassadas estas linhas vermelhas: a essência da democracia.”

No plano internacional, Seguro prometeu continuar todos os diálogos bilaterais, defendendo os valores europeus, atlânticos e lusófonos, e afirmou que seguirá o exemplo de proximidade com a população deixado por Marcelo Rebelo de Sousa, equilibrando empatia com exigência perante as instituições.

“O tempo novo começa agora. Acreditem em Portugal. Na minha visão, todos contam”, concluiu António José Seguro, assinalando a abertura de um mandato pautado por diálogo, estabilidade e ação estruturada.