Ambisousa vai investir 18 milhões em unidade de valorização de resíduos na zona industrial de Baltar/Parada

Publicado em Publicado por: O Paredense
Foto: Câmara Municipal de Paredes.

A Ambisousa – Empresa Intermunicipal de Tratamento e Gestão de Resíduos Sólidos apresentou, esta terça-feira, 15 de junho, uma candidatura ao POSEUR – Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos – para construir uma unidade de valorização orgânica de bio-resíduos.

Trata-se de um investimento de cerca de 18 milhões de euros para produzir biometano (biogás) através dos bio-resíduos recolhidos seletivamente.

A unidade ficará instalada no Parque Empresarial Baltar/Parada e vai servir os seis concelhos do Vale do Sousa – Castelo de Paiva, Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel – num total de 320 mil habitantes. A previsão é que possa entrar em funcionamento em junho de 2023.

Segundo José Daniel Lamas, do Departamento de Monotorização Ambiental, Estudos e Projetos da Ambisousa e responsável técnico da Recolha seletiva, “a unidade terá capacidade para tratar 25 mil toneladas de bio-resíduos por ano, permitindo gerar 1,2 milhões de euros de metros cúbicos de biometano (biogás) e cerca de 8.200 toneladas de composto (fertilizante)”. “Em termos de receitas, com a venda do composto e do biometano, a Ambisousa estima ganhos anuais de aproximadamente 1 milhão de euros”, adianta, garantindo que a unidade será dotada da “mais recente tecnologia de ponta”.

Ao Paredense, José Daniel Lamas explica a escolha de Paredes e da zona industrial de Baltar/Parada pela “centralidade relativamente à área de influência da Ambisousa, o acesso direto à A4, a possibilidade de injetar o biometano diretamente na rede de gás natural e o facto de ser uma zona industrial, em virtude de a unidade de valorização orgânica ser uma unidade industrial”.

O responsável esclarece ainda que “em virtude de ser uma unidade industrial e de não ter impacto ambiental no território, o investimento não carece de um período de discussão pública”.

Recorde-se que o PSD-Paredes já tinha acusado a câmara de Paredes de “esconder” o projeto e questionado a escolha de Paredes para a instalação deste equipamento no universo dos seis concelhos da Ambisousa. A câmara de Paredes já tinha assumido que o projeto é apoiado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), “cumprindo todos os imperativos legais”.