• Setembro 24, 2025

Alexandre Almeida esclarece polémica sobre negócios imobiliários: “Não houve compra e venda no mesmo dia”

Alexandre Almeida esclarece polémica sobre negócios imobiliários: “Não houve compra e venda no mesmo dia”

O presidente da Câmara de Paredes e recandidato pelo PS às próximas autárquicas, Alexandre Almeida, refutou esta quarta-feira as suspeitas levantadas, por uma notícia da Sábado”, em torno de negócios imobiliários da empresa Didalma, da qual é sócio. O autarca garante que não existiu qualquer irregularidade e acusa a oposição de instrumentalizar o tema em plena campanha eleitoral.

Segundo Alexandre Almeida, não corresponde à verdade que os apartamentos tenham sido comprados e vendidos no mesmo dia. “Os imóveis foram adquiridos por contrato promessa de compra e venda em 13 de janeiro de 2020, ainda em fase de construção, e apenas escriturados e vendidos em 2024, já com o edifício concluído e ao preço de mercado”, esclareceu. O autarca acrescenta que, caso fossem hoje comercializados, “teriam um valor superior a 250 mil euros”, sublinhando que a transação decorreu dentro da normalidade.

O presidente lembra ainda que é apenas sócio da Didalma, não gerente, pelo que não tem qualquer intervenção na gestão corrente da empresa. “Não existe incompatibilidade nem qualquer relação com decisões municipais”, frisou.

Quanto ao momento da polémica, Alexandre Almeida aponta responsabilidades à candidatura do PSD/CDS, que, em ano eleitoral, procura criar suspeição: “É fácil perceber a intenção política. O negócio foi realizado em 2024, mas só agora, em plena campanha, é que o assunto é levantado. Querem passar uma ideia completamente falsa da realidade”.

O autarca destaca que todos os negócios foram registados em notário, dentro da legalidade, e garante que continuará a centrar-se no desenvolvimento de Paredes, sem se deixar distrair por aquilo que considera ser uma estratégia de ataque político.

A coligação PSD/CDS-PP de Paredes exigiu, em comunicado, a demissão imediata de Alexandre Almeida ao considerar “estas práticas intoleráveis” e acusou o autarca de “arrastar o nome do concelho para a lama”.