- Maio 27, 2026
Agostinho Caetano vai transformar emblemático Bela Cruz (Boavista-Porto) num prédio de habitação
O emblemático Café Bela Cruz, situado na Avenida da Boavista, em frente ao Castelo do Queijo, no Porto, vai ser parcialmente demolido para dar lugar a um novo empreendimento habitacional, avançou o Jornal de Notícias.
O projeto é promovido pela empresa Patamares da Colina Empreendimentos Imobiliários, do Grupo MCaetano, pertencente ao empresário e antigo futebolista Agostinho Manuel Caetano, atualmente terceiro maior acionista individual do Futebol Clube do Porto.

Segundo o JN, o histórico espaço, encerrado desde 2015, será transformado num edifício habitacional com três pisos acima da cota de soleira, mantendo, contudo, alguns dos elementos mais marcantes do imóvel, nomeadamente a fachada original voltada para a Avenida da Boavista e o icónico torreão.
A licença de obras de ampliação e alteração foi emitida pela Câmara Municipal do Porto no passado dia 13 e o projeto tinha já sido aprovado em janeiro deste ano pelo anterior executivo municipal.
De acordo com a autarquia, citada pelo JN, a intervenção prevê a construção de 11 apartamentos, distribuídos entre o edifício do antigo café e um terreno contíguo adquirido em hasta pública pelo grupo MCaetano por cerca de 2,5 milhões de euros.
O projeto arquitetónico é assinado por Manuel Ventura e contempla habitações de tipologia T2 a T4, bem como dois pisos subterrâneos destinados a estacionamento.
A Câmara do Porto refere ainda que o empreendimento recebeu parecer favorável da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, uma vez que o imóvel se encontra em zona de proteção de património classificado.
Apesar da aprovação, o atual executivo municipal, liderado por Pedro Duarte, admite reavaliar o projeto, procurando soluções urbanísticas que melhor se enquadrem na visão atual para a cidade.
Inaugurado em 1952 como café e salão de chá, o Bela Cruz tornou-se uma referência da frente marítima do Porto e passou também por uma fase como discoteca nos anos 2000. O espaço encerrou definitivamente em 2015, após um incêndio provocado por um dos sócios.
