Revisão do PDM aprovada numa AM marcada pelo confronto político

Publicado em Publicado por: O Paredense
O projeto da nova residência universitária em Gandra voltou a acender os ânimos durante o debate

O projeto da nova residência universitária em Gandra voltou a acender os ânimos durante o debate

A Assembleia Municipal de Paredes aprovou na passada sexta-feira, dia 28 setembro, a versão final da primeira revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), com os votos favoráveis do PS e CDS e a abstenção do PSD.

Nesta revisão do PDM foi acautelada a situação do Complexo Desportivo das Laranjeiras, que passou a estar classificado como zona de equipamentos, impossibilitando assim a especulação imobiliária, e também da Adega Cooperativa de Paredes.

Alexandre Almeida garantiu que depois de o Governo ter reconhecido o interesse municipal daquele complexo a câmara pode optar já pela expropriação, em vez de esperar por um novo processo de venda. “Depois de termos isto como zona de equipamentos temos é de avançar para a compra de qualquer forma porque é realmente um equipamento que a cidade de Paredes precisa”, assegurou o autarca.

Ainda antes da aprovação desta proposta, PS e PSD protagonizaram um aceso debate político em torno da situação das contas do município e da dívida deixada pelo anterior executivo social-democrata. O deputado do PSD, Soares Carneiro, reforçou a saída de Paredes do Plano de Apoio Municipal, por via do empréstimo que foi aprovado em março, e do “espartilho do saneamento financeiro”, que “não é mais desculpa para coisa alguma” e sublinhou também os números do relatório do auditor externo, que situa a dívida nos 50,6 milhões de euros, em 31 de dezembro de 2017.

Em defesa do executivo, o deputado Rui Silva sublinhou que o PS sempre falou em passivo e não em dívida e criticou o PSD por vir falar de dívidas quando a autarquia está em risco de devolver mais 1,4 milhões de euros por causa de irregularidades detetadas nos centros escolares.

Já o presidente da câmara voltou a insistir na diferença entre dívida e passivo. Alexandre Almeida garantiu que o passivo da câmara municipal ainda vai subir mais este ano devido às obras que o anterior executivo realizou em 2017, mas deixou para pagar este ano.

Apesar de todos os constrangimentos financeiros, Alexandre Almeida garante que o executivo está a trabalhar para organizar a casa e em janeiro de 2019 irá cumprir uma das suas promessas eleitorais: baixar a taxa de IMI no concelho.

 

Leia a notícia completa na edição em papel de 4 de outubro de 2018 ou subscreva a edição online.

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