Raquel Moreira da Silva: “Se afirmei que sou candidata, sou candidata realmente”

Publicado em Publicado por: O Paredense
Raquel Moreira da Silva é candidata nas próximas eleições autárquicas pelo Movimento Positivo de Paredes (MPP)

Raquel Moreira da Silva é candidata nas próximas eleições autárquicas pelo Movimento Positivo de Paredes (MPP)

Raquel Moreira da Silva, candidata do Movimento Positivo à presidência da câmara municipal de Paredes diz que a sua candidatura é para levar até ao fim e é para vencer as eleições no dia 1 de outubro. A ex-vereadora do PSD assume que se sentiu “traída e desrespeitada” pelo partido, mas garante que a situação só a deixou mais motivada para avançar com uma candidatura própria às eleições.

O Paredense (OP): Em primeiro lugar uma pergunta que muitos paredenses colocam: a sua candidatura vai mesmo até ao fim ou é uma forma de se manter viva politicamente?

Raquel Moreira da Silva (R.M.S): Sou uma mulher que privilegia a moral e um dos pressupostos é a honra. Se afirmei que sou candidata, sou candidata realmente.

“ Manter-me viva politicamente”, com que intenção? Estas manobras são para aqueles que têm de estar preocupados em estar “à tona da água”, fruto da sua falta de segurança, falta de experiência autárquica e capacidade de trabalho.

Não estou, nem nunca estive preocupada com a minha sobrevivência política, até porque foi e é usual afirmarem a meu respeito que não sou política. E não sou, realmente, porque nunca estive preocupada com lugares ou cargos em qualquer Comissão Política Concelhia ou Distrital, na Câmara Municipal ou outro. Fui sempre, isso sim, uma mulher preocupada com as pessoas do meu concelho e também nunca coloquei, em momento algum, os interesses pessoais antes dos interesses comuns.

  “Senti-me traída e desrespeitada, não obstante a minha completa lealdade e dedicação”

 

 OP: A Professora Raquel esteve mais de 20 anos no PSD, dedicada a Paredes. Está arrependida?

R.M.S: O meu trabalho foi ao serviço dos munícipes de Paredes e como dizia o saudoso Sá Carneiro, “Antes do meu partido, está o meu país”, e eu afirmo categórica e humildemente que “O meu concelho está acima de qualquer partido”.

Estes mais de 20 anos deram-me um conhecimento da realidade do concelho, as suas potencialidades e as suas fragilidades; de contactos efetivos com as pessoas, que sempre coloquei em primeiro lugar e de experiência na gestão autárquica que me credenciam mais do que qualquer outro candidato para o cargo de presidente da câmara municipal de Paredes.

 

“Quem não consegue agregar um partido, muito menos agregará um concelho”

Professora Raquel desempenhou funções autárquicas durante mais de 20 anos

Professora Raquel desempenhou funções autárquicas em Paredes durante mais de 20 anos

 OP: O que a leva a candidatar-se?

R.M.S: O que me leva a candidatar-me é que fui a primeira escolha para a presidência da câmara, lembro que as sondagens colocaram-me em lugar cimeiro para ganhar a presidência da câmara municipal de Paredes.

Por outro lado, existe a amargura por um trabalho de bastidores que já se arrasta há muitos anos e que, em vez de valorizar e respeitar as pessoas, as maltratou e “escorraçou”. No que a mim diz respeito, senti-me traída e desrespeitada, não obstante a minha completa lealdade e dedicação.

O descontentamento e divisão são tão reais que têm levado ao abandono de muitas figuras históricas da cena política, situações que são lamentáveis. Quem não consegue agregar um partido, muito menos agregará um concelho.

Percebe-se que muitas vezes os interesses pessoais e particulares se sobrepõem ao bem comum. Neste contexto senti-me moralmente motivada e eticamente fortalecida para enfrentar o desafio maior de ser candidata à câmara municipal de Paredes.

 

Leia a entrevista completa na edição em papel de 29 de junho de 2017 ou subscreva a edição online.

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