PSD acusa executivo de “inverter realidade dos números” e diz que “a câmara está mais pobre 5 milhões de euros”

Publicado em Publicado por: O Paredense
FOTO: PSD Paredes.

O PSD Paredes acusou ontem o executivo da câmara de Paredes de tentar inverter a realidade dos números das contas do município apresentadas na última Assembleia Municipal.

Numa conferência de imprensa realizada na sede do partido, Ricardo Sousa apelidou o presidente da câmara de “exímio malabarista, capaz de conseguir produzir números positivos onde existe negativos”.

Falando do passivo, o presidente da câmara colocou sobre os holofotes a redução de 15 milhões de euros. Mas, para não ofuscar a luz, nem sequer falou no ativo. Escondeu na manga a perda de 20 milhões de euros, o que significa que a câmara está mais pobre 5 milhões de euros!”, frisou o presidente do PSD Paredes, citado na nota de imprensa do partido.

“Na tentativa de inverter aquela que é a realidade dos números, Alexandre Almeida fez ainda um exercício de divisão, para mostrar o suposto ganho mensal de 625 mil euros, correspondentes à redução do passivo. Esqueceu-se foi de fazer a subtração e de mostrar o saldo: a Câmara ficou mais pobre 833 mil euros em cada mês. Na arte de iludir e enganar não há, portanto, melhor malabarista”, acrescentou.

Na mesma nota, o presidente do PSD Paredes acusou ainda o chefe do executivo de “mentir sobre a perda de receitas com o IMI em 2019”, que não foi de dois milhões de euros, mas de apenas 40 mil euros em comparação com 2017.

“Os paredenses não merecem este tratamento! Estão a ser deliberadamente enganados pelo presidente da autarquia. Ninguém gosta de dever e, por isso, Alexandre Almeida fez soar bem alto os números da redução da dívida: 9 milhões de euros. Escondeu, mais uma vez, na manga 7,1 milhões de euros de receitas inesperadas. Assim, mesmo sem ter feito obras assinaláveis e tendo recebido dinheiro com o qual não contava, pouco reduziu à dívida”, reforçou Ricardo Sousa, defendendo que nos últimos dois anos o executivo só conseguiu reduzir à divida pouco mais de 1 milhão e meio de euros, se não considerar os 7,1 milhões que não estavam nas suas contas.

O PSD Paredes criticou ainda o tempo médio de pagamento a fornecedores que, no final de 2019 foi de 185 dias, “o que é um mau exemplo, elucidativo da má gestão que caracteriza o executivo socialista”.

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