Passagem “suada” do Aliança de Gandra

Publicado em Publicado por: O Paredense

Foto: arquivo

Texto escrito por Cristina Borges.

O Aliança de Gandra era, das equipas do concelho de Paredes a competir na Divisão Elite, o emblema com a “tarefa mais complicada”. O conjunto gandarense, além de jogar “fora de portas”, defrontava um adversário da mesma competição, ainda que de série diferente.

Apesar da ação dificultada, os visitantes entraram melhores na partida. A formação de Gandra protagonizou uma primeira parte dominadora e intensa que só “pecou” mesmo pela falta de assertividade na finalização. A turma de Mário Rocha criava oportunidades para chegar ao golo, mas falhava “na hora de finalizar”. Ainda assim, os gandarenses alcançaram o tento ainda no primeiro tempo, com uma jogada que terminou com Maurício a “faturar”.

O Gandra foi a vencer para o intervalo e parecia ter a eliminatória controlada perante o domínio dos primeiros 45 minutos, mas tal não aconteceu e o Grijó conseguiu empatar.

Os visitantes responderam bem e conseguiram voltar a colocar-se em vantagem no marcador, mas os homens da casa não estavam dispostos a facilitar e empataram a dez minutos do fim.

A igualdade a duas bolas foi o resultado no fim do 90 minutos e a eliminatória só ficaria decidida após a marcação das grandes penalidades. Nessa altura, a “sorte sorriu” ao Aliança de Gandra que converteu quatro contra apenas três do Grijó. Os comandados de Mário Rocha tiveram assim “de suar” para seguir em frente na Taça AF Porto, competição da qual foram finalistas na temporada anterior.

No final da partida, Mário Rocha mostrava-se satisfeito com a passagem da eliminatória, mas apontava os erros coletivos como dificuldade acrescida: “É uma competição diferente, nós partimos para o jogo com alguma pressão, por termos chegado à final na época passada, e tínhamos como objetivo passar a eliminatória. Entrámos bem na partida, tínhamos o jogo controlado e dominado e podíamos ter tido alguma facilidade em passar a eliminatória. Mas não foi isso que aconteceu, nos segundos quarenta e cinco minutos, o adversário foi muito superior a nós. Fizemos uma péssima segunda parte, talvez a pior desta época, e sofremos com isso. O resultado era completamente justo no fim dos 90 minutos e nos penáltis a sorte sorriu para o nosso lado. Passámos uma eliminatória difícil, frente a um adversário com qualidade, mas com muitos erros da nossa parte”. Erros que para o técnico gandarense “não são justificação”, uma vez que “trabalhamos com todos os jogadores da mesma forma. A equipa pensou que o jogo ia ser mais fácil e isso complicou o nosso desempenho”.

Quanto aos objetivos na taça, Mário Rocha admite: “Chegar o mais longe possível. No ano passado, conseguimos chegar à final e isso envolveu muito o clube e a cidade e foi um ambiente fantástico. Obviamente que gostaríamos de repetir e até trazer o caneco, mas o objetivo principal é o campeonato e pensamos jogo a jogo”.

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