PAREDES E A PRIMEIRA REPÚBLICA

Publicado em Publicado por: O Paredense
Proclamação da República

Proclamação da República

Introdução

«Não se poderá conhecer perfeitamente a história do País durante a 1.ª República, qualquer que seja o aspecto considerado, sem penetrar na problemática regional e local, observar a vida das freguesias, dos concelhos, dos distritos e das grandes regiões.»

            Entende-se por «Primeira República» o conjunto de acontecimentos históricos, políticos e sociais ocorridos no nosso país entre os anos de 1910 e 1926. Mais concretamente, entre o 5 de Outubro de 1910, data da implantação do regime republicano, e o 28 de Maio de 1926, data do golpe que impôs ao país uma ditadura militar (1926-1928), seguida de uma ditadura ‘nacional’ (1928-1933) e do Estado Novo (1933-1974).

Por razões de natureza ideológica, na vigência de concepções nacionalistas que vieram expurgar da História oficial – do seu ensino e divulgação – tudo aquilo que considerasse ser ‘mau’, ‘negativo’ ou ‘desprestigiante’ para a «exaltação» e «brio» da pátria, o poder ditatorial salazarista impôs um silêncio quase absoluto sobre o período histórico precedente. Em alternativa só a completa diabolização, o que por si só conferiria – ou pretenderia conferir – uma espécie de aura salvífica e regeneradora aos novos poderes entretanto constituídos.

Esse apagamento – ou essa obliteração histórica – verificou-se a nível nacional, ou geral, mas também a nível particular ou local. Durante praticamente toda a segunda metade do século XX, mesmo já depois da queda da ditadura (1974), o concelho de Paredes ignorou – ou quis ignorar – aquele que foi, curiosamente, um dos períodos mais agitados e, porque não dizê-lo, mais interessantes e reveladores da sua História. E quando dizemos “o concelho de Paredes” referimo-nos sobretudo, como se compreenderá, àqueles que ao longo dos anos empreenderam a tarefa de estudar e divulgar a história local, e que foram privilegiando temas e personalidades de épocas mais recuadas.

Artigo escrito por Ivo Rafael Silva

ivo_rafael@sapo.pt

Leia o artigo completa na edição em papel de 29 de junho de 2017 ou subscreva a edição online.

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