Paredes e a Primeira República: Os Símbolos Nacionais

Publicado em Publicado por: O Paredense
Brasões dos antigos Paços do Concelho de Sobrosa (à esq.) e de Paredes (à dir.), ambos decepados de coroa

Brasões dos antigos Paços do Concelho de Sobrosa (à esq.) e de Paredes (à dir.), ambos decepados de coroa

«Vários brasões de edifícios públicos viram-se decepados de coroa logo após o 5 de Outubro. Uns por iniciativa popular, outros por determinação directa dos organismos políticos tutelares. No concelho de Paredes, são ainda hoje visíveis dois exemplos claros dessa acção “depuradora” do republicanismo inicial.»

Fazendo uso das palavras do historiador Nuno Severiano Teixeira (2015:123), podemos considerar os símbolos nacionais como «contentores do sentido de nação». Afiguram-se-nos, assim, como autênticas «expressões condensadas, plásticas ou musicais, de projectos e programas políticos». Nesse sentido, quando ocorre uma alteração política de fundo, é natural que a essa mudança corresponda também a alteração daquilo que a ilustra ou sintetiza simbolicamente. Nem sempre, porém, tal acontece de forma pacífica.

Após a implantação da república, o novo regime sentiu necessidade de efectivar o rompimento com a simbologia do Portugal monárquico. No que toca à bandeira, não obstante as correntes – incluindo republicanas – que defendiam a continuidade das cores associadas à monarquia (azul e branco), acabou por triunfar um dos projectos que adoptava as cores associadas às lutas republicanas, nomeadamente a esse marco histórico do republicanismo luso que fora o 31 de Janeiro de 1891.

Texto escrito por Ivo Rafael Silva

 

Leia o artigo completo na edição em papel de 16 de novembro de 2017 ou subscreva a edição online.

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