Paredes e a Primeira República: nas vésperas do 5 de Outubro

Publicado em Publicado por: O Paredense
Bernardo Pacheco Pereira Leite, último presidente de câmara da monarquia

Bernardo Pacheco Pereira Leite, último presidente de câmara da monarquia

«A câmara, por proposta do senhor vice-presidente, resolveu manter a sua deliberação na sessão passada com referencia à próxima passagem de Sua Magestade El-Rei pela estação do caminho de ferro d’esta villa, afirmando todos os senhores vereadores os seus sentimentos monarchicos e o seu afecto e sympathia pelo chefe do Estado.»

A menos de quarenta e oito horas da proclamação oficial da República Portuguesa, no dia 3 de Outubro de 1910, o executivo monárquico da Câmara Municipal de Paredes reunia, como era hábito, no edifício dos Paços do Concelho. Apesar das revoltas falhadas e das ameaças que pairavam sobre um cada vez mais insustentável – política, social e financeiramente – reino de Portugal, nada fazia antever a proximidade de uma revolução que viesse derrubar de vez um regime com quase oito séculos de História.

Pela importância histórica e pela curiosidade que encerra, transcrevemos o teor da acta da última sessão municipal monárquica de Paredes, descontando os 25 dias da chamada «Monarquia do Norte», em 1919, de que trataremos mais tarde:

«Aos tres dias do mez d’Outubro de mil novecentos e dez n’esta villa de Parêdes e paços municipaes do concelho, onde se achava o digno vice-presidente da camara, senhor Manoel Vieira Campos Junior com os vereadores senhores Padre Alexandre Thomaz Loureiro, Venceslau Ribeiro de Magalhães Carvalho e Adelino Moreira da Silva Lobo, foi aberta a sessão, lida e approvada a acta da antecedente.

Texto escrito por Ivo Rafael Silva

Leia o artigo completo na edição em papel de 19 de outubro de 2017 ou subscreva a edição online.

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