Paredes e a Primeira República: Guerra Religiosa: Perseguição ao Clero

Publicado em Publicado por: O Paredense
Os padres jesuítas foram sujeitos a interrogatórios e a humilhantes medições para identificar traços físicos de «maldade» (IP n.º 246, 1910)

Os padres jesuítas foram sujeitos a interrogatórios e a humilhantes medições para identificar traços físicos de «maldade» (IP n.º 246, 1910)

«Processaram o sr. Abade de Mouriz. Porquê? Por ele dizer aos paroquianos: “o governo aboliu os dias santos. Mas vós, cristãos católicos, não tendes obrigação de mandar vossos filhos à escola”.»

Uma das primeiras medidas legislativas do Governo Provisório da República foi, no fundo, um revivalismo histórico de uma das mais famosas determinações do Marquês de Pombal (século XVIII): a expulsão dos padres da Companhia de Jesus, os jesuítas.

Foi logo a 8 de Outubro, três dias depois da revolução, que o ministro da Justiça, Afonso Costa, ressuscitou tanto a lei pombalina relativamente aos jesuítas, como a lei de Joaquim António de Aguiar, de 1834, que extinguira as Ordens Religiosas. O próprio ministro encarregar-se-ia de superintender pessoalmente a expulsão de todos os sacerdotes da Companhia de Jesus, trazendo-os à sua presença e sujeitando-os a humilhantes medições antropométricas e frenológicas, com o intuito de «identificar os tipos criminosos» (Seabra, 2009:56), ou traços físicos de «maldade».

Texto escrito por Ivo Rafael Silva

 

Leia o artigo completo na edição em papel de 12 de julho de 2018 ou subscreva a edição online.

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