Paredes e a Primeira República Guerra Religiosa: O Registo Civil

Publicado em Publicado por: O Paredense
Membros da Associação do Registo Civil a prestar homenagem aos regicidas Manuel Buíça e Alfredo Costa (IP 260/13-02-1911).

Membros da Associação do Registo Civil a prestar homenagem aos regicidas Manuel Buíça e Alfredo Costa (IP 260/13-02-1911).

«A direcção da Associação do Registo Civil, entre outras muitas petições, representou ao sr. Teófilo Braga, consignando a necessidade de terminar com as procissões religiosas nas ruas e toques de sinos. Mas ficam as procissões maçónicas, pelos jeitos, e o lombo dos padres para servir de sino à república, quando estes se intrometerem em política, directa ou indirectamente, como diz o Times.»

Dos «fachos de luz» emanados da transformadora revolução republicana em França, no ano de 1879, surgira a ideia do ser humano «senhor do seu destino», «sem necessidade de recorrer à interferência divina», capaz de, segundo Catroga (1991:461), «controlar racionalmente a história e de, através da educação, ser crescentemente perfectível» (Moura, 2004:12).

O cristianismo, por seu turno, «despido de roupagens dogmáticas e realçando a sua face doutrinária de amor, mantinha potencialidades que lhe permitiam continuar a despertar simpatias entre aqueles que não se satisfaziam emocionalmente com a fria Razão» (ibid., idem).

Artigo escrito por Ivo Rafael Silva

 

Leia o texto completo na edição em papel de 28 de junho de 2018 ou subscreva a edição online.

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