Paredes e a Primeira República: António Augusto Gonçalves de Carvalho (II)

Publicado em Publicado por: O Paredense
Outubrina Afonso, filha de António Augusto, e Bernardino Machado, antigo Presidente da República

Outubrina Afonso, filha de António Augusto, e Bernardino Machado, antigo Presidente da República

«António Augusto, naturalmente, replicou tal afronta. Respondeu “que acompanhou inconscientemente a Monarquia algum tempo, mas apenas conheceu o caos da nossa administração pública de verdadeiro latrocínio”. Acrescentou ainda que, mais tarde, “entendeu que devia filiar-se n’um partido em oposição a esses actos de má administração, filiando-se então no Partido Republicano”.»

Dez anos antes de assumir as mais elevadas funções político-administrativas do período inicial republicano no concelho de Paredes – presidente de câmara e administrador do concelho –, António Augusto exerceu, como dissemos em anterior artigo, funções autárquicas num executivo municipal monárquico. Nomeadamente, entre 1900 e 1902.

Mais tarde, numa das sessões de Câmara de 1911 (30 de Março), no meio de uma acalorada discussão em torno da proposta de cedência de terreno para a construção da estátua de José Guilherme (polémica que iremos desenvolver futuramente), um dos presentes confrontaria o republicano número um do concelho com o seu passado de vereador «monárquico».

Texto escrito por Ivo Rafael Silva

Leia o artigo completo na edição em papel de 17 de maio de 2018 ou subscreva a edição online.

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