Paredes e a Primeira República: Alfredo Djalme Martins de Azevedo

Publicado em Publicado por: O Paredense
Djalme de Azevedo

Djalme de Azevedo

«Mas quem era, afinal de contas, Djalme de Azevedo? Que importância tinha ou teve para o concelho de Paredes? E, sobretudo, que importância era essa a ponto de lhe ser associada a data do feriado municipal, uma honra que nem o próprio «rei» José Guilherme alguma vez merecera?»

Em sessão camarária de carácter extraordinário, realizada no dia 25 de Janeiro de 1911, o executivo paredense decide assinalar, com toda a excepcionalidade e pompa, um acontecimento ocorrido no dia anterior: a absolvição judicial e reabilitação do tenente Alfredo Djalme Martins de Azevedo.

Além do voto de congratulação, a Comissão Municipal Administrativa decide amplificar o alcance da homenagem: propõe e aprova que a data da decisão judicial – 24 de Janeiro – passe a ser, daí em diante, nada mais nada menos que a data do feriado municipal. E como, naturalmente, o dia em questão já havia passado, e a novel instituição republicana sentia a «urgência» de Paredes não ficar nem um só ano sem assinalar a efeméride, reservou para tal o dia 28 de Fevereiro seguinte. Contudo, tendo em conta que nessa nova data calhava o dia de carnaval e havia sido concedida dispensa laboral aos funcionários dependentes do Ministério do Interior, na sessão camarária seguinte, decidira-se que o dia de descanso municipal seria, excepcionalmente, naquele ano de 1911, a 15 de Junho.

Texto escrito por Ivo Rafael Silva

Leia o artigo completo na edição em papel de 27 de julho de 2017 ou subscreva a edição online.

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