Paredense concluiu a ultramaratona mais difícil do mundo

Publicado em Publicado por: O Paredense
Augusto foi o único português entre os 95 atletas que participaram nesta prova, que decorreu de 10 a 12 de julho, no Vale da Morte, Califórnia, EUA.

Augusto foi o único português entre os 95 atletas que participaram nesta prova, que decorreu no Vale da Morte, Califórnia, EUA.

Augusto Pinto Oliveira conseguiu concluir a ultramaratona mais difícil do mundo, disputada de 10 a 12 de julho nos Estados Unidos da América. A Badwater 135 é uma prova com 217 quilómetros, que começa 85 metros abaixo do nível do mar, na Bacia de Badwater, no Vale da Morte da Califórnia, e termina a uma altitude de 2548 metros, em Whitney Portal, o trilho para Mount Whitney. As temperaturas podem chegar aos 54.º graus.

Entre os 95 ultramaratonistas convidados a participar, só 75 é que chegaram ao fim. Augusto Pinto Oliveira foi um deles. Correu durante 40 horas e 15 minutos, terminando no 52.º lugar. “Neste tipo de provas, com condições extremas, o objetivo é sempre chegar ao fim. O resultado é excelente. Na última subida ganhei uma força extra e consegui fazer o 3.º melhor tempo de prova”, admite o paredense, reconhecendo também o mérito da sua equipa de apoio.

“Sem eles teria sido muito difícil chegar ao fim. De 2 em 2 milhas iam-me borrifando água para conseguir aguentar a temperatura. A partir dos 94 quilómetros tive sempre um elemento a correr comigo e isso foi importante”, sublinha Augusto, agradecendo ao vereador da câmara de Paredes, Cândido Barbosa, ao Bruno Coelho, guarda prisional e à Esmeralda Fiúsa, técnica de biblioteca.

A maior dificuldade foi enfrentar as temperaturas extremas. “A humidade era quase nula. A temperatura rondava os 50.º graus. Houve alturas em que o alcatrão estava a 63.º, 64.º graus. Sentia que tinha acabado de abrir uma fornalha e que me estavam a queimar as pestanas”, conta o ultramaratonista.

 

Leia a reportagem completa na edição em papel de 27 de julho de 2017 ou subscreva a edição online.

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