Paços de Ferreira autoriza realização de feiras e mercados

Publicado em Publicado por: O Paredense

A câmara municipal de Paços de Ferreira vai autorizar a realização de feiras e mercados no concelho, condicionadas ao cumprimento das orientações definidas pela Direção-geral de Saúde (DGS) se o Governo permitir que as mesmas sejam realizadas com a autorização do presidente da câmara municipal.

Em comunicado, o município de Paços de Ferreira diz que vai apenas aguardar pela decisão formal do Governo para que o presidente da câmara emita a respetiva autorização.

“Tendo sido avançada esta tarde a informação que, no âmbito das medidas COVID19  – Concelhos de Risco Elevado, a realização das feiras e mercados de levante poderão realizar-se, se para tal houver uma autorização emitida pelo presidente da Câmara Municipal, caso estejam verificadas as condições de segurança e o cumprimento das orientações definidas pela DGS”, a Câmara Municipal de Paços de Ferreira, “atendendo à relevância económica e social das feiras”, “à possibilidade de conciliar a realização desta atividade com a prevenção da COVID-19”, ao “reduzido risco de contágio” e “confiando no cumprimento de todas as regras, por parte dos feirantes e clientes, situação que, aliás, já se verificava no nosso concelho” vai autorizar a realização destes eventos.

Depois de a medida ter sido anunciada no sábado pelo Primeiro-Ministro, António Costa, vários dirigentes e autarcas vieram pedir ao Governo para rever a decisão, tendo em conta o impacto negativo no setor.

Esta manhã a câmara de Paredes manifestou a intenção de comunicar à Área Metropolitana do Porto e ao Governo a disponibilidade do município para reavaliar a medida, que considerou “demasiado gravosa” para o setor das feiras e que deixa os feirantes do Concelho sem poder trabalhar”.

Também o presidente da câmara de Lousada, Pedro Machado, assumiu que a medida só vem prejudicar os feirantes, já de si, bastante castigados, uma vez que decorrente das medidas que implementamos, o funcionamento da mesma não constitui um risco acrescido face às outras atividades comerciais”.

“Estamos a fazer tudo, junto das entidades centrais, para que esta medida seja revertida, com as devidas condicionantes e respeito pelas normas da DGS”, acrescentou o autarca na mensagem publicada nas redes sociais.

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