Opções do anterior executivo condicionam Orçamento para 2018

Publicado em Publicado por: O Paredense
Orçamento de 62 milhões de euros é maioritariamente para pagar ordenados e dívidas do anterior executivo.

Orçamento de 62 milhões de euros é maioritariamente para pagar ordenados e dívidas do anterior executivo.

O mau estado financeiro da autarquia e a herança de 21,5 milhões de euros de despesas para pagar vão limitar o Orçamento do próximo ano elaborado pelo novo executivo socialista.

Na discussão do documento, que foi aprovado no dia 14 em reunião do executivo municipal, o presidente da câmara considerou que este primeiro orçamento é de “má herança”, porque está “condicionado pelas opções políticas do anterior executivo”.

O Orçamento para 2018 será de 63 milhões de euros. Estão previstos 23 milhões de euros em receitas de capital e 39 milhões em receitas correntes, onde estão incluídos os impostos diretos e indiretos. Do lado da despesa, o orçamento contempla uma parcela de quase 21,5 milhões de euros de obras feitas pelo executivo anterior, que só serão pagas pelo atual.

Desses 21,5 milhões de euros, mais de 15 milhões são de obras contratualizadas em 2017, ano de eleições, em que foram lançadas mais de 150 obras. Só pouco mais de 500 mil euros é que foram pagos pelo anterior executivo.

 

“Em 2018 o passivo vai ultrapassar 

os 120 milhões de euros”

Alexandre Almeida sublinhou que estas obras foram lançadas em violação da lei de compromissos que impede a câmara de assumir despesas se não tiver receitas suficientes para as pagar nos seis meses seguintes.

“A lei dos compromissos está violada em mais de 19 milhões de euros”, criticou o presidente do município, contrariando os argumentos do vereador do PSD, Rui Moutinho, que disse que o município podia continuar a adjudicar obra porque estava a reduzir o prazo médio de pagamento a fornecedores e a dívida.

 

Leia a notícia completa na edição em papel de 28 de dezembro de 2017 ou subscreva a edição online.

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