Irregularidades nos centros escolares reportadas ao Ministério Público

Publicado em Publicado por: O Paredense
Face às irregularidades detetadas a autarquia terá de devolver mais de 1,4 milhões de euros de fundos comunitários

Face às irregularidades detetadas a autarquia terá de devolver mais de 1,4 milhões de euros de fundos comunitários

A câmara municipal de Paredes vai remeter para o Ministério Público um relatório com um conjunto de desconformidades detetadas com os cadernos de encargos, no valor de 1,4 milhões de euros, na construção dos centros escolares.

A decisão foi anunciada pelo atual presidente da câmara, numa conferência de imprensa realizada na segunda-feira, 1 de outubro, dia em que Alexandre Almeida completou um ano de mandato. Em causa estão “situações graves” de materiais e equipamentos que foram pagos, mas não foram colocados nos centros escolares e outros que foram substituídos por outros de qualidade inferior do que o que estava previsto.

No total, a autarquia estima um prejuízo de cerca de três milhões de euros.

“O que encontramos no terreno é muito grave”, salientou o presidente Alexandre Almeida, assumindo que “não podíamos ser cúmplices desta situação”.

Em quase todos as escolas foram detetadas desconformidades, nomeadamente ao nível de coberturas e revestimentos, onde foram utilizados materiais diferentes do previsto, e mais baratos. Há também equipamentos de aquecimento e ventilação e painéis solares que foram pagos pela autarquia, mas não foram colocados nas escolas.

Alexandre Almeida deu vários exemplos. Nos centros escolares de Cete e Duas Igrejas, estava prevista a colocação de coberturas em zincotitânio, mas foram colocadas coberturas em painel sanduiche, causando um prejuízo total à autarquia de 76.298,66 euros, acrescidos de IVA. “No centro de escolar de Duas Igrejas foram pagos 129 mil euros por estores exteriores que não existem”, acrescentou.

 

Leia a notícia completa na edição em papel de 4 de outubro de 2018 ou subscreva a edição online.

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