História do concelho durante a Primeira República publicada em livro por investigador paredense

Publicado em Publicado por: O Paredense
Foto: Dr.

Paredes e a Primeira República é o título do mais recente livro publicado pelo investigador Ivo Rafael Silva, autor de várias monografias e outras obras publicadas no concelho.

Depois de ser apresentado oficialmente na cerimónia do 110.º aniversário da Implantação da República, realizada na câmara de Paredes, O Paredense esteve à conversa com o autor para saber como foi vivido a nível local este período conturbado da história do país.

Como surgiu o interesse de escrever este livro?

Aquando da elaboração do livro Paredenses na Grande Guerra (2017) entendi que, mais do que a listagem e biografia dos combatentes, era necessário fazer um enquadramento da realidade em que viviam aqueles homens. Que era preciso explicar que mundo era aquele, que país era aquele e, naturalmente, que concelho era aquele durante os anos da guerra. Por isso foi feito um capítulo introdutório, chamado precisamente «Paredes e a Primeira República», que para aquele livro foi apenas uma abordagem resumida das suas principais circunstâncias. Ao analisá-lo percebi que estava perante um período de enorme riqueza histórica e que era imperativo aprofundar.

A obra aborda as especificidades locais entre o período da implantação da República (1910) e a instauração da ditadura militar (1926). Como foram vividos estes anos a nível local? Eu digo no livro que a Primeira República foi um «soco no estômago» do conservadorismo paredense. Tanto do ponto de vista político, em que a mudança de regime obriga naturalmente a uma mudança abrupta de protagonistas nos órgãos locais, mas sobretudo do ponto de vista social e religioso, ao provocar uma guerra civil intermitente que teve aqui repercussões bastante graves.

A entrevista completa na edição em papel de 15 de outubro de 2020 ou na edição online.

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