Gandra derrota Tirsense e segue para as meias-finais da Taça

Publicado em Publicado por: O Paredense

Texto de Cristina Borges.

O Aliança de Gandra derrotou o Tirsense, nas grandes penalidades, e seguiu em frente para as meias-finais da Taça AF Porto. Depois de um empate a uma bola durante o tempo regulamentar, os gandarenses venceram o conjunto de Santo Tirso por 4 – 1.

Num jogo em que as duas equipas se apresentaram com o seu melhor 11, os visitantes entraram mais fortes e mais dominadores. Com um ritmo intenso e mais pressionantes, os tirsenses criaram várias ocasiões de golo.

Aos 22 minutos, Seixas cabeceou, mas Brandão defendeu. Na recarga, Obama atirou ao lado.

A partir dos 25 minutos de jogo, o Gandra conseguiu equilibrar e procurou também inaugurar o marcador. A equipa da casa tentava chegar com perigo à baliza de Sérgio, que nada pôde fazer para evitar o golo de Nani, que com um remate “à queima-roupa” fez o primeiro do encontro.

No segundo tempo, o Tirsense “correu atrás do prejuízo” e Tomás teve nos pés uma grande oportunidade de empatar o encontro, mas Brandão agarrou o esférico. Logo a seguir, foi Bobô a permitir uma grande intervenção do guardião gandarense. Apesar das eficientes intervenções, o camisola 1 não conseguiu impedir o empate dos homens de Santo Tirso, que estabeleceram a igualdade com um cabeceamento de Bobô.

O marcador manteve-se empatado até ao fim dos 90 minutos e foi necessário, por isso, recorrer à marca das grandes penalidades. Aqui, o conjunto orientado por Mário Rocha foi mais forte, muito graças às defesas de Brandão, que negou o golo por três vezes à turma de Santo Tirso.

O Aliança de Gandra converteu quatro penalidades contra apenas uma do lado do Tirsense. Os gandarenses seguem assim em frente na Taça da Associação de Futebol do Porto, o Tirsense fica pelo caminho.

 

Mário Rocha: “Vamos fazer tudo para chegar à final”

No final do jogo, Mário Rocha estava visivelmente satisfeito com o desfecho da eliminatória: “Sabíamos que o Tirsense ia fazer uma aposta muito forte na Taça e, por isso, não estávamos à espera de facilidades. Estávamos preparados para as dificuldades e não entrámos bem na partida. Tivemos algumas dificuldades até aos 20/25 minutos, mas a partir daí fizemos o golo e o adversário só nos conseguiu criar dificuldades através de bola parada, mas ainda assim sem grande perigo. Na 2.ª parte, tenho de reconhecer que o Tirsense foi melhor que nós na primeira meia hora, mas não porque nós quisemos, foi total mérito do adversário. Nos últimos 15 minutos estivemos bem e conseguimos criar algumas situações. Nos penaltis, fomos felizes, mas, por tudo o que temos passado ao longo da época, penso que o Aliança de Gandra mereceu esta felicidade.” O técnico do Aliança de Gandra salientou ainda: “Estivemos muitíssimo bem defensivamente.”

Sobre os objetivos do clube na competição, Mário Rocha não esconde: “O objetivo era chegarmos aos quartos-de-final, mas quando se chega lá pensa-se sempre mais acima e agora o objetivo era chegar às meias-finais, já conseguimos, e agora vamos fazer tudo para chegar à final.”

Tonau: “O grande objetivo sempre foi passar à próxima fase do campeonato”

Do outro lado, era evidente a tristeza no rosto de Tonau: “Estamos tristes, porque queríamos passar esta eliminatória. Entrámos apáticos na 1.ª parte e num lance que não pode acontecer sofremos o golo. Fomos para o intervalo a perder, penso eu, que com toda a injustiça porque o Aliança de Gandra não fez o suficiente pra ir a ganhar. Na 2.ª parte, só houve uma equipa que foi o Tirsense, fizemos o empate mas podíamos ter feito mais, e nas grandes penalidades não fomos competentes. O Gandra só passou com justiça nos penaltis.”

O técnico do Tirsense garante que o bom momento do campeonato não deslumbrou os jogadores e aponta o erro. “Falhámos na primeira parte, não entrámos com a determinação que devíamos ter entrado, facilitámos e não colocámos a intenção que exigia esta competição e fazer uma boa segunda parte já não foi o suficiente.”

Tonau admitiu que “o grande objetivo sempre foi passar à próxima fase do campeonato”, mas salvaguardou: “Nós não viemos aqui a poupar, mas não é fácil motivar os jogadores para partidas com adversários teoricamente mais fáceis. Embora isso não seja desculpa, a culpa é nossa. Temos de dar mérito ao adversário que soube sofrer e defender e, quando assim é, temos de dar os parabéns a quem passou a eliminatória e, no nosso caso, olhar agora para o campeonato.”

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