Felgueiras 1932 impõe primeira derrota “em casa” do Paredes

Publicado em Publicado por: O Paredense

Texto escrito por Cristina Borges.

Depois da primeira derrota da época para o campeonato, na ronda anterior, o Paredes “voltou a casa” onde ainda não tinha sofrido qualquer golo nesta temporada. O Felgueiras 1932 foi o adversário da sexta jornada e o desfecho não podia ter sido pior.

No Complexo Desportivo de Paredes, assistiu-se a um jogo com uma primeira parte bastante equilibrada. As equipas jogaram sobretudo no meio-campo, com um equilíbrio de bola e onde escassearam oportunidades. Para se destacar momentos dignos desse nome é necessário avançar até ao minuto 36 quando Dani Barros obrigou João Kuspiosz a uma eficaz intervenção. Mas se o guarda-redes felgueirense evitou à primeira, nada pôde fazer para impedir a segunda tentativa que surgiu dos pés de Ismael. O camisola 7 paredense rematou dentro da área e inaugurou o marcador.

Ainda antes do intervalo, os homens da casa tentaram ampliar a vantagem, mas Everton, sozinho, atirou ao lado.

O Paredes foi a vencer pela margem mínima para o período de descanso, mas na segunda parte foi o Felgueiras a mostrar mais vontade de alcançar a vitória. Logo aos 49 minutos, Carlos Eduardo testou os reflexos de Dani Carvalho, mas o guardião paredense respondeu sem dificuldade. Pouco tempo depois, o guarda-redes da casa voltou a ser chamado para defender o remate de Rúben Alves.

A equipa orientada por Eurico Couto mostrava-se incapaz de contrariar o ritmo imposto pelo conjunto felgueirense, que chegou com naturalidade ao empate. Sidney falhou o remate e assistiu Carlos Eduardo que colocou o marcador empatado.

A turma de Luís Pinto mostrou mais crença e atitude e conseguiu mesmo chegar à reviravolta no marcador. A dois minutos do fim do encontro, Rabiola de cabeça deu a vitória ao Felgueiras.

Os felgueirenses foram os primeiros adversários a marcar esta época no Complexo Desportivo de Paredes e os únicos a vencer “em casa” os paredenses. A vitória deixou-os precisamente um lugar abaixo do “União”, que ocupa atualmente o 10º lugar com oito pontos somados, o Felgueiras tem menos um.


No final da partida, Eurico Couto admitia: “Foi um jogo muito mal conseguido da nossa parte a vários níveis e, por isso, acabamos por perder, mais por demérito nosso do que por mérito do adversário. Cometemos erros gravíssimos, sobretudo na segunda parte, e pagámos caro. Contudo, penso que o adversário foi melhor. Aproveitou bem os nossos erros e foi mais feliz”. O técnico paredense acrescentou ainda: “Quem anda nesta competição sabe que tem de se competir todos os dias e nunca se pode descansar”.

O treinador do USC Paredes lembrou as dificuldades da prova “O nosso início de campeonato tem sido complicado. Muitos estariam à espera que tivéssemos três ou quatro pontos, temos oito, embora não estejamos contentes com isso. Sabemos da dificuldade deste campeonato, sabemos que, para alcançarmos o nosso objetivo da manutenção, ainda temos de fazer muitos pontos e sabemos que vai ser até à última e estamos preparados para isso, trabalhando todos os dias” e confessou “Acho que este campeonato é mais competitivo do que o da época anterior, há equipas mais competitivas. As nossas armas são praticamente as mesmas. Neste momento, como ainda temos gente nova que se está a adaptar e a construir a sua importância na equipa, temos menos armas por esta altura”.

Do outro lado, Luís Pinto considerava que a sua equipa era a justa vencedora, mas deixou uma palavra de congratulação ao adversário: “O jogo acabou por ser muito daquilo que nós estávamos à espera. Defrontámos um Paredes muito forte e com uma dinâmica de clube que é necessário dar os parabéns. Esta equipa tem imensos jogadores da formação e um treinador que já está cá há algum tempo e nota-se que estão muito bem trabalhados e que têm os seus princípios e a sua identidade muito bem definidos. Ainda assim, considero que acabámos por ser os justos vencedores. Não mudámos o nosso plano de jogo, aquilo que mudámos foi a atitude, tornamo-nos ainda mais agressivos e isso teve muita influência naquilo que foi o jogo”.

O técnico felgueirense admite ao mau arranque de época “Estamos com um início de campeonato difícil, fora daquilo que eram as nossas expectativas. Temos um plantel completamente novo e, em quase todos os jogos, temos uma parte em que somos superiores ao adversário mas não conseguimos materializar isso. Hoje essa foi a diferença”, mas garante “o que nos resta fazer é continuar a trabalhar com a mesma atitude e a mesma seriedade”.

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