Fé levou peregrinos a Fátima

Publicado em Publicado por: O Paredense

Unidos partiram e mais unidos chegaram ao Santuário de Fátima. Foram cinco dias e mais de 200 quilómetros percorridos a pé, por mais de mil peregrinos que saíram de Paredes em três grupos distintos, apoiados por associações do concelho.

 

“Vim agradecer a vida que tenho”

 Juliana Barbosa, secretária, de 29 anos, fez a peregrinação a Fátima pela primeira vez, no grupo de peregrinos da Obra do Bem-Fazer e diz que é uma verdadeira experiência de Fé.

“Estou feliz por ter conseguido. Foi uma viagem dura, mas com muito apoio tanto da organização como dos peregrinos, consegui”.

Juliana não levou promessa, foi em gratidão, para agradecer tudo o que Nossa Senhora lhe “tem concedido” e também para pedir proteção.

No percurso, além do esforço físico, das bolhas nos pés e das quebras nas pernas, há o desgaste emocional que só é possível vencer com a ajuda dos voluntários.

 

 “Ajudar os outros já me está no sangue”

Armando Neves, 47 anos, natural de Lordelo, mas a residir em Frazão, Paços de Ferreira, é presença habitual no grupo de peregrinos da Obra Caridade ao Doente e Paralítico. Há oito anos que faz a pé o caminho de Paredes a Fátima.

A primeira aventura aconteceu fruto de uma promessa, em 2011. Foi para ajudar os que mais precisavam. Nos anos seguintes acabou por voltar a convite da obra. “Quando me ligavam não tinha coragem para dizer que não. Ajudar os outros já me está no sangue,” garante o socorrista da Cruz Vermelha de Frazão.

E por isso, este ano voltou a seguir na cauda do grupo de peregrinos da OCDP, com o objetivo de não deixar ninguém para trás.

 

“É uma experiência dolorosa, mas muito gratificante”

O presidente da câmara de Paredes também fez a peregrinação a Fátima pela primeira vez, no grupo do Rancho Regional de Paredes. “Todos nós temos uma motivação interior que nos faz ir a Fátima a pé”.

Nesta viagem de mais de 200 quilómetros, Alexandre Almeida partilhou com muitas outras pessoas “um momento especial, de grande fé e esperança”.

Ao nível físico foram os pés que mais sentiram dificuldades, diz o autarca. “Ninguém, por mais bem preparado que esteja fisicamente, está preparado para fazer 40 km por dia a caminhar. É uma experiência dolorosa em termos físicos, mas muito gratificante em termos mentais”.  Alexandre Almeida elogia, por isso, o trabalho realizado pelas três associações do concelho que apoiam os peregrinos neste longo caminho até Fátima.

 

Leia a reportagem completa na edição em papel de 16 de maio de 2019 ou

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