Erros individuais pagaram a fatura

Publicado em Publicado por: O Paredense

Texto de Cristina Borges.

Depois da resposta acertada na jornada anterior perante dois resultados menos positivos, o Aliança de Gandra deslocava-se ao terreno do São Pedro da Cova consciente de que teria um trabalho árduo para derrotar o conjunto gondomarense, que tem vindo a crescer na classificação. O cenário concretizou-se quando os da casa chegaram à vantagem, logo aos 5 minutos, por intermédio de Areias.

A desvantagem não “assustou” os gandrenses que reagiram bem e chegaram ao empate com o golo de Nani. A equipa orientada por Mário Rocha “animou-se” e conseguiu colocar-se por cima no marcador através de Cardoso. Mas a superioridade não durou muito, os comandados de Pedro Ferreira empataram ainda antes do intervalo.

O 2 – 2 era o resultado ao intervalo e, no segundo tempo, o São Pedro da Cova “puxou dos galões” e, com algumas mudanças na equipa, começou a intensificar o seu domínio, que viu concretizado com o golo de Angola.

A inferioridade voltou a não “amedrontar” o Aliança de Gandra, que assumiu a partida e tomou o controlo do jogo. O São Pedro da Cova foi obrigado a baixar as linhas, permitindo a Maurício fazer o 3 – 3. A partir daí, torna-se difícil explicar o sucedido, os visitantes mostraram-se totalmente desconcentrados e cometeram “infantilidades” inexplicáveis que permitiram ao conjunto de Pedro Ferreira atirar com eficácia para o fundo da baliza de Brandão.

O resultado fixou-se no 6 – 3, uma derrota pesada para a equipa do concelho paredense que era a segunda defesa menos batida do campeonato e que sofreu num só jogo mais de metade dos golos sofridos até então.

Apesar da derrota, o Aliança de Gandra manteve-se no segundo lugar com 21 pontos. O São Pedro da Cova está na 10ª posição com 15.

No final da partida, tornava-se difícil para Mário Rocha tentou explicar o resultado: “Nós estávamos preparados para as dificuldades que o jogo nos poderia causar. Sabíamos que íamos encontrar um adversário cheio de confiança e as condições do estado do tempo também não iriam ajudar. Entrámos mal, com algumas dificuldades em adaptar-nos ao relvado e sofremos um golo. Reagimos bem e empatámos, e continuamos bem no jogo. Tudo parecia que ia ser uma tarde feliz, mas voltámos a cometer um erro que não podemos cometer. Ao intervalo, alertei os meus jogadores que tínhamos de ter segurança máxima no que estávamos a fazer. Sofremos novamente um golo, mas voltámos a dar uma boa resposta. Quando pensávamos que estávamos mais perto de marcar, acontecem estas coisas do futebol, em que os meus atletas cometem erros que só se cometem uma vez na vida. O adversário não fez um único golo por mérito próprio. Foi eficaz e está de parabéns, mas tudo se deveu às “infantilidades” que estes jogadores jamais irão esquecer”.

Para o técnico gandrense “este foi o melhor jogo dos últimos quatro jogos que fizemos. Contudo, pagámos caro os erros individuais e isso acabou por prejudicar a equipa”.

Sobre o resultado, Mário Rocha considera: “É um resultado duro e temo o futuro, porque éramos a segunda melhor defesa e sofrer tantos golos tira confiança a toda a gente. Ainda assim, eu tenho um orgulho tremendo nos meus jogadores, não os vou abandonar e, todos em conjunto vamos resolver esta situação menos boa. Será um trabalho psicológico muito duro durante esta semana”.

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