Entrevista: Rui Vinhas “Conseguir uma vitória desta dimensão foi algo fantástico”

Publicado em Publicado por: O Paredense
O ciclista que vive em Lordelo, Paredes, assume vontade em continuar na W52/FC Porto/ Porto Cana

O ciclista que vive em Lordelo, Paredes, assume vontade em continuar na W52/FC Porto/ Porto Cana

Aos 29 anos de idade Rui Vinhas venceu a Volta a Portugal em bicicleta, a prova rainha do ciclismo português ao serviço da equipa W52/FC Porto/ Porto Canal. Foi uma estreia no pódio da Volta para o ciclista natural de Sobrado, que só acreditou mesmo na vitória no final da última etapa da prova, quando foi abraçado pelos colegas depois da linha da meta do contrarrelógio em Lisboa.

Rui Vinhas assume a surpresa pela vitória, mas garante que deu tudo para conquistar o trofeu e por isso também sentiu que o mereceu. Quanto ao futuro, o ciclista que vive em Lordelo, Paredes, assume vontade em continuar na W52/FC Porto/ Porto Canal, mas não esconde que já recebeu outras propostas, inclusive para rumar ao estrangeiro.

Desde 2011 que nenhum ciclista português conseguia vencer a Volta a Portugal. A sua vitória este ano teve um sabor especial também por isso?

Acho que sim. Nos últimos dois anos a equipa partiu sempre para a Volta com o objetivo de vencer, mas com o nosso líder o Gustavo Veloso. E isso nunca me levou a achar que podia ser eu a vencer, mesmo no dia em que cheguei isolado a Macedo de Cavaleiros.

Quando vestiu a camisola amarela na 3.ª etapa da Volta, em Macedo de Cavaleiros, a estratégia da equipa W52/FC Porto/Porto Canal mudou?

A estratégia da equipa continuava a mesma, o objetivo era vencer a Volta, a única diferença é que a equipa passou a ter dois candidatos à vitória. E é sempre mais fácil defender a vitória com dois do que com um. Eu não me sentia um candidato, mas dentro da equipa havia quem começasse a achar que eu podia ter uma hipótese de lá chegar.

Sinceramente eu nunca acreditei que podia vencer a Volta. Sempre respeitei a equipa e o líder. Podia ter feito melhor na etapa da Senhora da Graça, mas quis respeitar o Gustavo Veloso. A partir daí eu sabia que tinha de sofrer todos os dias para perder o menor tempo possível e tentar fazer pelo menos o pódio na Volta a Portugal.

 

Quando é que percebeu realmente que podia vencer a Volta a Portugal?

Só no contrarrelógio em Lisboa é que percebi que podia vencer. Vinha a ser informado pelo radio que tinha tudo nas minhas mãos para ganhar. Isso deu-me mais motivação. Sabia que tinha de sofrer e apliquei-me naqueles últimos quilómetros.

Quando cortei a meta e os meus colegas se abraçaram todos os a mim percebi realmente que tinha ganho. Foi uma sensação única. Nunca pensei que podia conseguir a vitória. Não estava preparado para isso. O objetivo principal era o Gustavo, e talvez o Ricardo Mestre que também já tinha vencido uma Volta a Portugal, e eu estava apenas a apoiar o líder.

 

Leia a entrevista completa na edição em papel de 22 de setembro de 2016 ou subscreva a edição online.

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