“Enchente recorde” no Shakedown do Rally de Portugal

Publicado em Publicado por: O Paredense

O WRC Vodafone Rally de Portugal 2019 saiu hoje para a estrada. O arranque voltou a ser feito no Kartódromo de Baltar, Paredes, esta manhã, onde estiveram presentes milhares de aficionados do desporto automóvel.

Com o dia de hoje a estar reservado exclusivamente para o Shakedown, a expectativa era de uma enchente recorde no circuito de Baltar, o que acabou por se verificar com o evoluir da manhã. A autarquia fala num número de espetadores muito superior ao do ano passado.

O piloto Thierry Neuville, da Hyundai, foi o mais rápido a percorrer o circuito de Baltar, com o tempo de 3:02:1. Em segundo ficou Kris Meeke da Toyota, a um décimo de Neuville, e em terceiro Teemu Suninen, a quatro décimos. Ott Tanak foi quarto e Sebastian Loeb fez quinto melhor registo.

Entre portugueses, o mais rápido foi Ricardo Teodósio, Skoda Fabia R5, que ficou e em 27.º lugar, com 3:18:2.

Amanhã os pilotos seguem para os troços de Lousã, Góis e Arganil, regressando ao norte ao final da tarde para disputar a única Super Especial da prova, no Eurocircuito de Lousada.

 

“Baltar é cada vez mais uma vila de desporto automóvel”

Alexandre Almeida, pres. câmara de Paredes

Em declarações ao PAREDENSE esta manhã, o presidente da câmara de Paredes reconheceu que a moldura humana presente no kartódromo mostra que “Baltar é cada vez mais uma vila de desporto automóvel”.

“Temos mais pessoas que no ano passado. O facto de o Shakedown ser o único troço do Rally de Portugal no dia de hoje fez aumentar a curiosidade e trouxe os mais ansiosos aqui ao kartódromo de Baltar”.

Alexandre Almeida sublinhou que o concelho de Paredes não pode ser só conhecido pela indústria do mobiliário, mas também por outras atrações turísticas e que o “Rally de Portugal é uma excelente forma de atrair pessoas para Baltar e para Paredes”.

“No ano passado estavam cerca de 8 mil pessoas e este ano já ultrapassamos bastante este número É com muita satisfação que ouvimos aqui muita gente a falar espanhol e francês e isso é sinal de que há muitos turistas a assistir à prova.”, frisou.

Quanto à edição do próximo ano, o autarca não esconde o interesse da autarquia em manter a prova no concelho. “Este ano a candidatura já funcionou em moldes diferentes e o apoio foi menor do que no ano passado, aumentando o custo para a autarquia. Vamos ver como será no próximo ano. Se for igual dá para fazer, se for inferior temos de procurar outros parceiros para manter a prova em Baltar, não deixando de acautelar a estabilidade financeira da autarquia”.

Igualmente satisfeito ficou o vereador das Atividades Económicas com a presença de milhares de espetadores em Baltar. “Ficamos contentes com isso porque é uma vitória para o rali nacional e também local. Baltar começa a ser em definitivo uma vila de desporto automóvel”.

Elias Barros também já alinhou no Rali de Portugal, mas há um ano que está fora das competições. O autarca recorda um episódio em particular, há dois anos, em Braga, quando, por duas vezes, o melhor piloto português no Campeonato do Mundo.

“Há bocado estive a conversar um pouco com o Ogier, na zona de partida, e senti aquela vontade de entrar no carro e competir. Mas talvez em breve volte a ter a oportunidade de fazer alguma coisa”.

Elias Barros acredita que o francês Sébastien Ogier será o grande favorito a vencer a prova, mas admite que Ott Tanak e também Sebastien Loeb, que regressa este ano às classificativas portuguesas sete anos depois da sua última participação, vão ter uma palavra a dizer na conquista do troféu.

Em relação aos pilotos portugueses, Elias Barros aponta José Pedro Fontes, Armindo Araújo, Miguel Barbosa e Bruno Magalhães como os grandes favoritos à vitória no WRC2.

Francisco e Ester

Entre os milhares de espetadores presentes no kartódromo de Baltar estavam Ester, 57 anos, e Francisco, de 36, que fizeram mais de 440 quilómetros de carro desde a cidade de Leon, Espanha, até Baltar, para assistir ao arranque do Rally de Portugal.

Vão ficar até domingo e esperam conseguir assistir a todas as 20 especiais de classificação.

“Esta é a segunda vez que vimos. Gostamos muito do rali e de Portugal, que também está no nosso sangue. O meu pai era português”, explica Francisco, que gosta em especial do shakedown. “Aqui é tudo muito concentrado. É melhor para ver os pilotos de perto”

O Rally de Portugal só termina no domingo e promete grandes emoções até ao último minuto.

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