Antigo dono da Wood One detido por fraude com fundos comunitários

Publicado em Publicado por: O Paredense

A Polícia Judiciária do Porto, no âmbito de inquérito titulado pelo Ministério Público – DIAP de Paredes deteve ontem, 15 maio, o proprietário da empresa Wood One, (com sede em Lordelo, Paredes) a mulher e o filho e outras quatro pessoas, suspeitas de montar um esquema fraudulento para obtenção e uso indevido de fundos comunitários.

Manuel Martins (à direita) com Paulo Portas, na inauguração da empresa, em maio de 2015

Manuel Martins (à direita) com Paulo Portas, na inauguração da empresa, em maio de 2015

O empresário Manuel Martins em conjunto com a mulher, o filho, o contabilista e outras três pessoas, “orquestrou um plano que consistia em simular a aquisição de equipamentos ou máquinas industriais como novas, quando na verdade se tratava de equipamento usado, sendo o seu valor real bastante inferior ao declarado nas faturas”.

A investigação concluiu que os 3,1 milhões de euros que Manuel Martins recebeu na sequência do projeto de financiamento apresentado no âmbito do “Programa Portugal 2020” foram desviados para a “sua esfera patrimonial, usando-os em proveito pessoal”.

“Apurou-se ainda que o principal arguido, por si e/ou por interpostas pessoas, foi gerindo as suas empresas de forma ruinosa, culminando tais procedimentos com a insolvência da principal sociedade, que deixou um passivo de cerca de dez milhões de euros, sendo o Estado Português o mais prejudicado”, refere ainda a PJ em comunicado.

Depois da insolvência, as instalações da Wood One acabaram por ser adquiridas em hasta pública por uma empresa de Lousada.

A operação “Prazo Final” envolveu a participação de 70 investigadores da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária e inspetores tributários da Direção de Finanças do Porto da Autoridade Tributária. Foram realizadas 22 buscas domiciliárias e não domiciliárias nos concelhos de Paredes, Paços de Ferreira, Vila Nova de Gaia, Vila do Conde, Santa Maria da Feira e Matosinhos.

Foram detidas sete pessoas, cinco do sexo masculino e dois do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 25 e os 50 anos, fortemente indiciados pelos referidos crimes de branqueamento, fraude fiscal qualificada, fraude na obtenção de subsídio e insolvência dolosa.

Nesta operação policial foram também apreendidas várias viaturas automóveis, equipamentos informáticos e telemóveis e documentação contabilística e fiscal.

Os detidos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial esta quinta-feira para conhecerem as medidas de coação.

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