Empate com sabor amargo

Publicado em Publicado por: O Paredense

Texto de Cristina Borges.

Previa-se um jogo de grandes emoções entre duas equipas favoritas à subida na Divisão de Honra. O Nun’Álvares recebeu o Alfenense num jogo que opôs dois adversários diretos na tabela classificativa e na luta por um dos lugares de acesso à Divisão Elite.

Apesar de não ter conseguido vencer nos últimos encontros. Os recaredenses entraram determinados e dispostos a inverter a série de maus resultados. A motivação ganhou ainda mais impacto quando, aos dois minutos de jogo, João Pinto inaugurou o marcador e colocou os da casa em vantagem.

O golo deu ânimo ao conjunto orientado por Eduardo Moreira que se superiorizou frente a um Alfenense não conseguia chegar com perigo à baliza de Quintino. O Nun’Álvares procurava ampliar a vantagem, mas as decisões na hora de finalizar não se mostravam acertadas. Ainda antes do intervalo, Paiva teve nos pés uma oportunidade para dilatar a vantagem, mas o remate saiu ao lado.

No intervalo, Joel Oliveira procurou corrigir alguns erros nos visitantes, que beneficiaram de maior posse de bola e tentaram atacar a baliza dos da casa. Depois de algumas investidas, os homens de Alfena conseguiram mesmo chegar ao empate. Capela apontou o golo da igualdade para os alfenenses.

O “balde água fria” voltou a surgir para o conjunto de Recarei, que apesar do golo sofrido, ainda deteve de várias ocasiões para chegar ao golo da vitória. Apolónio e Ramiro foram os mais ativos, mas o golo não iria mesmo voltar a aparecer. Do outro lado, o Alfenense também podia ter marcado, mas as más decisões no último passe e a falta de pontaria não permitiram que houvesse alteração no marcador.

O empate a uma bola manteve “tudo na mesma”, o Nun’Álvares manteve a 5ª posição, agora com 12 pontos, o Alfenense está um lugar acima com mais um ponto.

No final da partida, Eduardo Mário mostrava-se insatisfeito com o desfecho da partida: “Empate é injusto face ao que produzimos ao longo do jogo. Já sabíamos que o Alfenense era uma equipa poderosa, com qualidade individual, e estávamos à espera de muitas dificuldades. Ainda assim, com o decorrer do jogo, sentimos que podíamos jogar como temos vindo a jogar até aqui e sem nos desviarmos do nosso padrão. Acabámos por conseguir estar em vantagem durante quase todo o jogo, mas fica um sabor amargo pela falta de eficácia da minha equipa”.

Nós últimos jogos, a “vantagem” tem fugido à equipa de Recarei. Sobre este este facto o treinador recaredense aponta: “Temos bebido um bocadinho daquilo que não temos feito, porque não estamos seguros da real qualidade que temos e não estamos a saber gerir o jogo e a vantagem que temos conseguido alcançar. Temo-nos precipitado no último terço e isso tem-nos prejudicado. Apesar disso, temos uma boa qualidade de jogo embora, no futebol sénior, os resultados ditem muita coisa e neste momento eles não estão a aparecer”. Questionado sobre o que deve mudar na equipa, Eduardo Moreira não tem dúvidas: “Temos de acreditar que um dia isto vai virar a nosso favor”.

O empate frente a um adversário direto “manteve tudo na mesma”, mas Eduardo Moreira recorda: “Vencer hoje era determinante, mas isto é campeonato de regularidade e ainda estamos muito no início”.

Do outro lado, Joel Oliveira analisava: “Fomos surpreendidos pela forma como o Nun’Álvares entrou em campo, ainda assim conseguimos somar um ponto embora pudéssemos ter conseguido mais. O adversário entrou melhor, mas fomos para o intervalo quando já estávamos por cima no jogo. Na segunda parte, conseguimos corrigir os nossos erros e dominámos por completo”.

Sobre o resultado, o técnico alfenense considerava: “O ideal seria ter vencido hoje, mas saímos daqui satisfeitos com o ponto e sobretudo com o desempenho da equipa. O Nun’Álvares é das equipas que joga melhor futebol e certamente serão poucos os adversários que conseguirão vir aqui conquistar um ponto”.

Com apenas duas derrotas e um empate em sete jogos, Joel Oliveira mostra-se orgulhoso e confiante nos seus jogadores: “Noto que a equipa está a assimilar cada vez mais e melhor o que a equipa técnica pretende. Os jogadores estão a criar uma identidade num grupo que tem 75% de caras novas”. Sobre a luta pelos lugares cimeiros, o técnico do Alfenense recorda a exigência como a sua imagem de marca: “Nos clubes por onde passo dou sempre o melhor de mim e isso implica exigir de mim próprio e da minha equipa técnica e jogadores andar no topo da tabela classificativa”.

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