Eleições autárquicas em Paredes: Análise e reações de cada partido

Publicado em Publicado por: O Paredense

Depois de conhecidos os resultados das autárquicas de domingo, que deram a vitória ao PS em Paredes, analisamos os resultados das restantes cinco candidaturas que disputaram a câmara municipal. Os mesmos partidos que concorreram nas autárquicas de 2013, à exceção do Movimento Positivo Paredes. Todos eles tiveram menos votos agora, à exceção do CDS-PP que somou mais 160 votos.

 

PSD – Rui Moutinho

“Admito que não era este o resultado que eu esperava”

Rui Moutinho foi o principal derrotado da noite eleitoral. O PSD obteve 36,18% dos votos (18.601) contra 50,35% do PS (25.585), passando do poder para a oposição, com a eleição de 4 vereadores. Também perdeu quatro juntas para o PS, Astromil, Baltar, Paredes e Aguiar de Sousa, ficando apenas com 9, e dois mandatos na assembleia municipal. Rui Moutinho admite que não era este o resultado que esperava, “mas a vontade das pessoas é soberana”. “Estou sereno e tranquilo! Não virei as costas ao apelo do meu partido e de milhares de cidadãos que disseram que a minha participação neste ato era importante”, salientou.

 

CDS-PP – José Miguel Garcez

“O único objetivo que não alcançamos foi a eleição de um vereador”

 Com mais 160 votos do que em 2013, o CDS conseguiu uma subida ainda que ligeira nestas eleições. Porém, a candidatura de José Miguel Garcez ficou longe de eleger um vereador, como se propunha, devido à forte “bipolarização de votos”.

“O único objetivo que não alcançamos foi a eleição de um vereador”, disse de resto José Miguel Garcez, congratulando-se por o CDS ter conseguido voltar a ser a terceira força política no concelho. O candidato aponta como aspetos positivos destas eleições o facto de o CDS ter conseguido triplicar o número de representantes nas assembleias de freguesia, “o que demonstra um partido renascido e revitalizado”.

 

CDU – Álvaro Pinto

“Não conseguimos alcançar os nossos objetivos”

A CDU também saiu derrotada da noite eleitoral, baixando para metade a sua votação, 2,87% (1473 votos), face às autárquicas de 2013. Neste cenário, a candidatura de Álvaro Pinto não conseguiu eleger nenhum vereador e perdeu também um lugar para a assembleia municipal.

“Ficamos aquém das expectativas. Não conseguimos alcançar os nossos objetivos, mas temos de respeitar a vontade dos eleitores”, admitiu Álvaro Pinto. Para o candidato, os resultados em Paredes mostram que as pessoas estavam cansadas de um conjunto de políticas da direita, e votaram claramente pela mudança, mas optaram pelo voto útil no PS, penalizando a CDU. Os comunistas também saíram prejudicados por um efeito contagiante de “um estado de graça” relativamente às políticas nacionais levadas a cabo pelo governo PS.

 

MPP – Raquel Moreira da Silva

“As sementes da minha mensagem ficaram”

O Movimento Positivo Paredes não foi além dos 2,19% (1124 votos). A ex-vereadora Raquel Moreira da Silva diz que houve uma “bipolarização” de votos nestas eleições, facto que veio prejudicar a sua candidatura. Ainda assim, e apesar de concorrer contra forças políticas com maior visibilidade e estrutura, o MPP conseguiu ficar ao lado de partidos tradicionais e acima de um partido histórico nacional.

“Uma proposta eleitoral séria não pode ser quantificada. Para além dos números há a recetividade das pessoas e das famílias e esta vai muito para além dos resultados. Tenho recebido telefonemas e mensagens que mostram que as sementes da minha mensagem ficaram”, sublinha a candidata

 

Bloco de Esquerda – Paulo Teles Silva

“Houve muitos votos brancos e nulos o que penalizou o Bloco”

O Bloco de Esquerda foi de resto o partido que conseguiu menos votos nestas eleições. (1,25%). Em comparação com as autárquicas de 2013, o BE perdeu 175 votos, não elegendo qualquer membro para a câmara, assembleia municipal ou assembleias de freguesia.

Nas 9 juntas onde concorreu os resultados foram muito reduzidos. Em Paredes, por exemplo, o BE não foi além dos 177 votos. Paulo Teles Silva diz que houve muitas condicionantes para o BE nestas eleições, nomeadamente a opção dos paredenses pelo voto útil no PS. Outro dos fatores que penalizou o partido foi a abstenção.

 

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