D. Vitorino Soares: “A vida de bispo é diariamente surpreendente”

Publicado em Publicado por: O Paredense

D. Vitorino Soares chegou há pouco mais de um ano à Diocese do Porto que vive, hoje, juntamente com todo o país, um momento de grandes transformações por causa da pandemia da Covid-19. Numa entrevista exclusiva ao PAREDENSE, numa altura em que já completou um ano nas novas funções, o Bispo Auxiliar do Porto faz o balanço do trabalho e fala dos novos desafios que a Igreja enfrenta.

Distinguido recentemente com a Medalha de Ouro do Município, D. Vitorino Soares assume que só aceitou receber a homenagem pelo sentido que teve para as pessoas de Paredes que o acompanharam e ajudaram a chegar onde chegou.

Começo por lhe perguntar, porque sei que esteve esta última semana de férias, como é que correram as suas férias?

Foram as primeiras férias como bispo e, por isso, tiveram um sabor diferente. Há uma dimensão básica que se tem mantido todos os anos, que é a presença na família. Tive tempo para fazer praia, passear e desligar-me daquilo que foi uma vida de alguma intensidade durante o ano. 

Estava a precisar de parar, de me distanciar das preocupações e dos problemas. Foi um tempo ótimo para ajudar a equilibrar e, sobretudo, para reforçar energias para começar um novo ano.

Foi também importante para se reaproximar da família, depois de um ano de grandes mudanças?

As férias permitiram retomar a proximidade e esse equilíbrio que é fundamental. A família acaba por ser uma retaguarda da intimidade, daquilo que muitas vezes não podemos partilhar com os outros em público. São eles que me conhecem melhor e sabem quando estou mais embaixo. E depois há o outro lado em que eles também precisam de mim, sobretudo os meus sobrinhos com quem convivia diariamente e para quem este distanciamento foi um pequenino golpe.

Como correu o primeiro ano nas novas funções?

Costuma dizer-se que os primeiros tempos são sempre lua de mel. Para mim não foram, mas também não foram uma lua de fel. Foi um tempo que me criou alguma instabilidade interior e alguns receios, sobretudo por ser uma vida totalmente diferente da que tinha.

Leia a entrevista completa na edição em papel de 3 de setembro de 2020 ou na edição online.

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