Coronavírus. Alterações obrigam a cancelar o sonho

Publicado em Publicado por: O Paredense

Depois de vários meses encerradas, as igrejas retomaram no final de maio algumas atividades, entre as quais as missas, as visitas e confissões, mas com regras mais apertadas. Desde março que quem tinha casamento marcado viu a pandemia meter-se no meio das suas histórias de amor.

O PAREDENSE recolheu testemunhos de alguns casais de Paredes que devido ao surto de Covid-19 se viram obrigados a adiar o casamento para “melhores dias”.

Cátia Ferreira e Carlos Moreira, Parada de Todeia

Cátia Ferreira e Carlos Moreira, noivos

“Decidimos casar no dia 10 de julho, porque era o dia de aniversário da nossa filha Carolina. Então seria o nosso casamento, o batizado e 3.º aniversário da nossa filha. A decisão de adiar não se cingiu apenas ao facto de não conseguirmos tratar de tudo a tempo, mas principalmente pela nossa saúde e dos nossos convidados. Sabíamos que muitos deles já não iriam pelo receio de contágio. Sendo a festa também da nossa filha, como iriam as crianças brincar? Não foi uma decisão difícil porque quando se trata da saúde todos temos de ser conscientes, mas inicialmente foi dolorosa tendo em conta a nossa história de vida. Doeu mesmo muito quando a nossa filha pegou no convite e disse ‘mãe já não vou ter desta por causa do vírus’”.

Rita Mota e Fábio Carvalho, Lordelo

“Adiamos a data, não o amor. Planeávamos casar a 11 de junho, mas a pandemia provocada pelo coronavírus trocou-nos as voltas ao destino que há muito vínhamos a delinear. Foi muito difícil tomar a decisão. À tristeza e ao desgosto juntou-se a preocupação de agendar uma nova data em que todos os fornecedores tivessem disponibilidade. Nunca contamos passar por uma situação destas, mas sabemos que foi a melhor decisão que tomámos. Estaríamos a ser egoístas se avançássemos para a realização do nosso casamento. Não colocar os outros em perigo foi sempre a nossa preocupação. O casamento foi reagendado para 2 de junho de 2021, altura em que esperamos que já não se ouça falar em Covid-19 para que possa ser vivido sem medos e reticências”.

A reportagem completa na edição de 11 de junho de 2020 ou na edição online.

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