Contas de 2017 aprovadas na Assembleia Municipal com a abstenção do CDS

Publicado em Publicado por: O Paredense

Os documentos de prestação de contas da câmara municipal de Paredes, referentes a 2017, foram aprovados por maioria na assembleia municipal, no passado dia 28, com os votos favoráveis do PS, PSD e CDU e a abstenção do deputado do CDS-PP.

O primeiro a intervir na sessão foi o deputado João Paulo Reis (PS). “As contas de 2017 evidenciam aquilo que a bancada do PS vinha dizendo há vários anos. O PSD arruinou financeiramente a câmara municipal, pondo em causa toda a gestão e investimentos que se pretendem fazer no futuro”, criticou, evidenciando que agora Paredes está finalmente a ser governado por quem sabe, sem megalomanias e para o bem das pessoas e o desenvolvimento do concelho.

Bancada do PSD

Bancada do PSD

O líder da bancada do PS, Rui Silva, reforçou que as contas de 2017 encerram um “ciclo político de 24 anos de dor do PSD, que relativamente a contas manteve sempre uma trajetória inalterada, com o passivo a aumentar ano após ano e a execução orçamental a ficar sempre abaixo do previsto”. O deputado do PS destacou ainda o aumento de oito milhões de euros nas dívidas de curto prazo e a subida do prazo médio de pagamento de 54 para 112 dias.

“Contra estes factos não há argumentos. O executivo anterior foi uma verdadeira equipa de salta barreiras. E para corolário da má gestão o PAEL e o Plano de Saneamento Financeiro não foram cumpridos em 2017”, criticou Rui Silva, garantindo que as más surpresas não ficam por aqui, já que ainda existem muitos acordos com particulares relativos a permutas de terrenos ou infraestruturas que ficaram de ser criadas e que ainda não foram cumpridos.

Da bancada do PSD as intervenções sobre as contas de 2017 centraram-se sobretudo na questão da dívida e do passivo. O deputado Meireles Brandão lembrou que “na campanha eleitoral o PS dizia que a dívida era superior a 100 milhões de euros, quando os documentos mostram que afinal está em metade”. O social-democrata considerou ainda que o concelho de Paredes teve “um desenvolvimento ímpar” nos últimos 24 anos e que isso exigiu investimento.

 

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