Centros escolares com caixilharias podres e caixas elétricas sem fios

Publicado em Publicado por: O Paredense
Alexandre Almeida deixou críticas ao anterior executivo (PSD), mas disse que cabe ao Ministério Público determinar responsabilidades.

Alexandre Almeida deixou críticas ao anterior executivo (PSD), mas disse que cabe ao Ministério Público determinar responsabilidades.

Apesar dos milhões que foram gastos na construção dos novos centros escolares, que estão no centro de uma investigação do Organismo Europeu de Luta Anti Fraude (OLAF), os edifícios têm demonstrado vários problemas. O aviso foi feito pelo atual presidente da câmara, Alexandre Almeida, durante a última reunião do executivo, realizada no dia 1 de fevereiro.

“Infelizmente os paredenses gastaram milhões de euros com centros escolares que neste momento têm caixilharias podres. E quando se pega nos cadernos de encargos está lá uma coisa e na realidade o que está feito é outra. Chegamos ao ponto de ter caixas elétricas que não têm fios. Alguma coisa não está bem”, criticou Alexandre Almeida.

“Acredito que não se pode meter tudo no mesmo saco, mas o Ministério Público é que vai ver quem é que vai tirar do saco para responsabilizar”, acrescentou.

O autarca voltou a criticar a gestão do anterior executivo, liderado por Celso Ferreira (PSD), e disse que a autarquia vai ser obrigada a interpor uma providência cautelar para suspender a retenção de fundos comunitários a que ficou sujeita no âmbito da investigação do Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF) aos centros escolares construídos em Paredes.

“Se logo na altura em que a câmara foi notificada pela primeira vez tivesse havido bom senso de solicitar à CCDRN a suspensão da cobrança dos 6 milhões de euros até a questão ficar resolvida em tribunal, ela tinha sido concedida. Agora só pela via judicial é que podemos resolver a questão”, explicou Alexandre Almeida.

 

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